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“KONARAK” – O MAGNIFICO TEMPLO DO DEUS SOL

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Na Índia  foram construídos  sete templos dedicados ao deus SOL , entre eles, o mais espetacular de todos e  uma das principais atrações para quem visita o leste da Índia é o Templo do Sol  de  Konark   no estado de Orissa,

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O Templo, também é conhecido como “Pagode Negro” (Black Pagoda)., porque foi construído em granito preto. É um dos templos mais antigos  do pais e um exemplo vivo da arquitetura Orissan , além de ser  um dos santuários  Brahman mais famosos da Índia.

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Construído às margens da Baía de Bengala,  foi um dos primeiros centros de adoração ao sol na Índia. Todo o templo foi concebido como uma representação monumental da carruagem do Deus Sol ( Surya) com um conjunto de raios e entalhes elaborados.

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O Templo  remonta ao século 13 e foi construído pelo rei Narasimhadeva , durante seu reinado,  ​​como um sinal de vitória sobre os invasores muçulmanos.  Seu nome  tem origem de  uma combinação de duas palavras. “Kon” significa canto, e “Ark” significa sol, literalmente “o lugar do Sol”. Sua construção demorou 12 anos e cerca de 12.000 artesãos trabalharam no local para criar esta obra-prima magnífica do período medieval.

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A estrutura do templo, como disse,  tem a forma de uma monumental  carruagem , com 12 pares de rodas  esculpidas  na pedra,  puxada por  sete cavalos (dos quais apenas um está  intacto). O Templo simboliza  a passagem do tempo , que está sob controle do deus sol – Surya.  Os sete cavalos, que dirigem a carruagem para o  leste ( em direção ao amanhecer), representam os dias da semana. Os 12 pares de rodas representam os 12 meses do ano e os oito raios em cada roda simbolizam os oito estágios do dia ideal de uma mulher.

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O Rei Narasimhadeva mandou construir o Templo  às  margem do rio Chandrabhanga mas, ao longo dos anos o rio secou e o mar se distanciou do templo. Entretanto ainda pode-se ouvir o ruído das ondas e a beleza hipnotizante do sol a partir das ruínas do templo.

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De acordo com as lendas, o Rei Narasimhadeva escolheu esse lugar por considerá-lo um lugar sagrado, aliado a   beleza do local e da facilidade de navegação. Embora esteja bastante  desgastado pelo tempo, os visitantes ainda podem sentir a magia do local e imaginar sua  maravilhosa arquitetura.

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Aqueles que se interessam pela arqueologia podem facilmente conhecer  a história desse magnífico edifício , através das belíssimas esculturas na pedra que ornamentam todas as construções.  Cada pedra tem uma história para contar do esplendor daquela época.

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Entre as ruínas,  pode-se identificar as três seções principais que constituem o complexo de templos: o templo principal, onde a divindade era adorada; a sala de reunião onde os devotos se reuniram para ter um vislumbre da divindade; e a sala de dança onde o devotos  realizavam os  pujas (oferendas).

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AS ESCULTURAS ERÓTICAS

AS ESCULTURAS ERÓTICAS

O Santuário principal , com v229 metros de altura, foi construído ao lado do Salão de Audiências (128 metros de altura), com projeções para o exterior.O santuário, consagrado ao deus sol, está em ruínas, mas o Salão Audiências sobrevive em sua totalidade.  No entanto, o esplendor do complexo do templo permanece incomparável.

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As esculturas nas paredes  representam a mitologia hindu. Para capturar os raios do sol durante o  dia,no interior do templo, o deus do sol foi representado na forma de três imagens: Brahma (o criador), como o sol da manhã, Mahashwara (o destruidor) como o sol do meio-dia, e Vishnu (o preservador) como o sol da tarde.

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Seus arabescos nobres e trabalho de rolagem, o corte bonito e natural de animais e figuras humanas dão a Konarak  uma superioridade sobre outros templos. As paredes também são adornadas  com  belas esculturas de mulheres dançando em várias poses, músicos, guerreiros, o cotidiano de homens e mulheres , imagens de animais e deuses em várias formas e posições.

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O Deus Sol – Surya

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A mais bela imagem do templo representa o deus sol  e foi esculpida em  pedra clorita verde e é uma das obras-primas do Templo Konarak.

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A imaginação dos artesãos ancestrais, deve ser aplaudida pelas fantásticas  esculturas  com imagens eróticas , o que  demonstra o grande conhecimento que tinham  anatomia humana. Todas as imagens são perfeitamente definidas, bem como as expressões e os gestos que mostra  minuciosamente o trabalho que foi feito. 

Espetáculo de Dança, Luz e Cores

Espetáculo de Dança, Luz e Cores

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A noite, como é usual em grande numero de monumentos na Índia, acontece  o Show de Luzes, Dança e Cores, um espetáculo deslumbrante que mostra todo o esplendor do Templo do Sol e  culmina apresentando as várias formas de dança clássica indiana .

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Viajar pela Índia é descobrir a cada dia os tesouros, através dos quais podemos desvendar e conhecer,  um pouco , os mistérios da sua história.

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O OBSERVATÓRIO ASTRONOMICO DE JANTAR MANTAR – JAIPUR

Vista geral do Observatório

Vista geral do Observatório

O Maharaja Jai Singh II, o fundador da “cidade rosa”(Jaipur), foi um grande estudioso e um astrólogo ávido. Estudou filosofia, astrologia, arquitetura e religião em diversas escolas, e também foi bem versado nos conceitos universais de matemáticos como: Clements Euclides,  Ptolomeu e o Mestre de obras de Aryabhatta.  Entre 1727 e 1734  o Marajá Jai Singh II de Jaipur teve a magnífica ideia de construir  cinco observatórios astronômicos no centro-oeste da Índia.

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Os Hemisférios do Jai Praksh Yantra fixados no chão, com cerca de 4 m de diâmetro, em mármore

Os observatórios, ou “Mantars Jantar”, como são vulgarmente conhecidos, incorporam vários edifícios de forma única, cada um com uma função especializada para medição astronômica. Estas estruturas, com suas combinações de formas geométricas marcantes em grande escala, têm atraido a atenção de proeminentes arquitetos, artistas e historiadores de arte mundiais.

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Dos cinco Observatórios, o Jantar Mantar , da cidade de  Jaipur é o maior e mais bem preservado de todos, com cerca de  20  edifícios fixos e exclusivos, cada qual tem a sua função astronômica própria. O nome é derivado de Jantar (“instrumento”), e Mantar (“fórmula”, ou neste contexto “cálculo”). Portanto “Jantar Mantar” significa literalmente “instrumento de cálculo”.

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Jai Prakash Yantra

Jai Prakash Yantra

O observatório é composto por  “dispositivos” ( as construções) geométricos para medir o tempo, com precisão de segundos, prever eclipses, rastrear a localização das  estrelas “, as órbitas da Terra ao redor do Sol, verificar as declinações dos planetas, e determinar as altitudes celestes e efemérides relacionadas, entre outras. 

'Narivalaya Yantra', O Relogio do Sol

‘Narivalaya Yantra’, O Relogio do Sol

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Nosso Guia explicando como funciona o "Relógio"

Nosso Guia explicando como funciona o “Relógio”

A Nadivalaya Yantra consiste em duas placas circulares fixado de forma permanente num suporte de alvenaria de altura conveniente acima do nível do solo. As placas são orientadas paralelamente em relação ao plano equatorial e,  estilos de ferro de comprimento apropriado ,que aponta para os pólos,  são fixados no  centro. O instrumento é um relógio de sol equinocial construído em duas metades, indicando o tempo aparente solar do lugar. O “Nadivalaya” é uma ferramenta eficaz para demonstrar a passagem do sol pelo equador celeste. No equinócio invernal e equinócio de outono os raios do sol caem paralelos às duas faces opostas das placas e iluminam ambas.

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Outro ‘instrumento ” fabuloso é o ” Samrat Yantra “,  uma rampa de alvenaria de pedra em forma de triângulo retângulo com cerca de 27 metros de altura e de um arco virado para cima que atinge cerca de  13 metros.

Samrat Yantra, o maior relógio de sol do mundo

Samrat Yantra, o maior relógio de sol do mundo

Eu e o Diretor do Observatório, tendo ao fundo o maior relógio de sol do mundo

Eu e o Diretor do Observatório, tendo ao fundo o maior relógio de sol do mundo

O triângulo, alinhado com o meridiano do local, funciona como um “marcador”  e projeta a sua sombra sobre a superfície curva do arco. Esta superfície, de 3 metros de espessura, é um enorme mostrador feito em mármore polido onde foram feitas milhares de incisões correspondentes a unidades temporais. A precisão deste instrumento é tal que podemos conhecer a hora  exata através da posição do Sol com um desvio máximo de 2 segundos…

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Construído a partir de pedra local e mármore, cada instrumento (construção) traz uma escala astronômica própria, geralmente marcada no revestimento de mármore interior.

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jantar-mantar-siteConstrução que representa o Signo de Áries. São 12, desse tipo e cada uma representa um dos signos do zodiáco

A construção acima representa o Signo de Áries. São 12, desse tipo e cada uma representa um dos signos do zodíaco (vejam as fotos anteriores)

Hoje, o observatório é uma atração turística muito popular na Índia. No entanto,  astrônomos, vindos de toda a Índia,  ainda usam o local para prever o clima para os agricultores, é utilizado também pelos astrólogos fazerem “sinastria” (estudo da compatibilidade) para os noivos e  os  estudantes de astronomia e astrologia védica são obrigados a tomar algumas de suas aulas no observatório. Pode-se dizer que o observatório é a única obra mais representativa do pensamento védico que ainda sobrevive, além dos textos.

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Toda  noite, um grande espetáculo de Luzes e Som, acontece no monumento, para deslumbramento dos milhares de turistas que visitam o lugar.  Realizado tanto na língua inglesa quanto na língua local (hindi) o belíssimo show conta  a história do Jantar Mantar e do Maharaja Singh II, seu construtor que teve a ideia de mandar construir essa maravilha. 

Espetáculo de Luzes e Som

Espetáculo de Luzes e Som

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Completamente restaurado em 1901, o Jantar Mantar foi declarado monumento nacional em 1968 , é Patrimônio Mundial (UNESCO) e protegido pela Lei de Antiguidades Dos Sítios Arqueológicos do Rajhastão, de 1961, nos termos dos artigos 3 e 4.

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Visitar esse lugar é uma experiência impar de caminhar através da geometria sólida e conhecer esse  sistema coletivo astronômico projetado para sondar os céus. Projetado para a observação de posições astronômicas a olho nu, ele incorpora várias inovações arquitetônicas e instrumentais. 

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Visita Inesquecível

Visita Inesquecível

O Observatório “Jantar Mantar” de Jaipur  é o mais significativo, mais abrangente e mais bem preservado de observatórios históricos da Índia. É uma expressão das habilidades astronômicas e conceitos cosmológicos da corte de um príncipe que marcou fortemente o período Mughal.

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O observatório é a personificação monumental do encontro de necessidades que eram ao mesmo tempo, político, científico e religioso.Por todas as suas características, esse observatório único tem chamado a atenção de cientistas, artistas e arquitetos de todo o mundo e é de fato uma visita imperdível.

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A ADMIRÁVEL ATIVISTA SOCIAL INDIANA ARUNA ROY

Esse post é em homenagem  a essa fantástica mulher  que tive a honra de conhecer e ao trabalho que realiza mudando vidas e fazendo a diferença nesse país onde , apesar da modernidade, a herança cultural é ainda muito forte e o papel da mulher já vem “definido” desde seu nascimento.  Ela quebrou paradigmas  e mostrou que  o sonho é possível.

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Nas diversas vezes que  visitei a Índia , tive oportunidade de conhecer  instituições e pessoas  muito especiais e que fazem a diferença nesse país admirável , de contraste sociais gritantes mas ao mesmo tempo pleno de devoção. Pessoas simples  que sonharam ,  acreditaram no sonho e realizaram.

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Hoje vou apresentar a vocês uma dessas pessoas,  uma mulher extraordinária, chamada ARUNA ROY.

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Aruna Roy , nasceu em Chennai em maio de 1946 ,  em uma família tâmil (etnia do sul da Índia) , é a mais velha de quatro filhos  , duas irmãs e um irmão.

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Ela é uma ativista social e política indiana, fundou e dirige o Mazdoor Kisan Shakti Sangathana – MKSS (“Trabalhadores e Camponeses Força da União”) e  se tornou conhecida como líder proeminente do movimento “Write do Information” (Direito a Informação) que levou a promulgação da Lei Nacional de Direito à Informação, aprovada pelo Parlamento indiano em 2005.

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O Mazdoor Kisan Shakti Sangathan (MKSS) é uma organização fundada em  1990, com  sede em uma pequena aldeia no centro doe Rajasthan. Seu nome pode ser traduzido como “Organização para a capacitação dos trabalhadores e camponeses”, e tem um  número crescente de  “unidades” espalhadas  na Índia, conseqüência do trabalho realizado por Aruna ,  da  sua luta política, e da coragem em defender a causa  que acredita com coragem e determinação, ao longo desses anos.

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Aruna Roy and CPI leader D Raja, along with other, stage a protest against amendments to the RTI Act in New Delhi

Em meados da década de 1990, sob sua orientação, o MKSS começou uma campanha que defendia o direito do público de fiscalizar os registros oficiais, um cheque mate crucial contra governo arbitrário que governava a Índia.

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O MKSS atacou a corrupção ao nível das bases e procurou responsabilidade dos funcionários públicos em assuntos relacionados com o desembolso de fundos do governo. O MKSS liderado pro Aruna, apoiou  a eleição de Sonia Gandhi , pois assim teria  mais espaço ainda para continuar sua luta.

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Em 2004, sob a liderança de Sonia Gandhi, o Partido do Congresso venceu as eleições nacionais e formou o governo central.  Aruna foi convidada para fazer parte do Comitê Consultivo Nacional (NAC), um órgão extremamente poderoso, dirigido por Sonia Gandhi que efetivamente supervisiona o funcionamento do governo Indiano.

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Em 2005, várias organizações de mulheres lançou uma campanha que visava garantir o direito de  uma mulher receber o prêmio Nobel da paz.  Foi  elaborada uma lista de mil mulheres de 150 países, que as organizações definiram  serem nomes dignos de receberem  essa honra. Aruna era um  nome , entre estas 1000 mulheres.

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Ela serviu como um membro do Conselho Consultivo Nacional da Índia até 2006 e faz parte do NAC II . Em 2010 ela recebeu o prestigioso “Lal Bahadur Shastri “, Prêmio Nacional de Excelência em Administração Pública, Academia e Gestão.

Aruna Roy é atribuído Lal Bahadur Shastri Prêmio Nacional de Excelência em Administração Pública, Academia e Gestão

Aruna , como   membro do Conselho Consultivo Nacional e no ano de  2000, recebeu o Prêmio Ramon Magsaysay destinado a  pessoas que se destacam na “Liderança Comunitária”. Decidiu usar o dinheiro do prêmio que recebeu, de US$ 50.000,  para criar um fundo para apoiar o processo de lutas democráticas.

Dr. S P Udayakumar interpreting Aruna Roy’s speech in Tamil

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Aruna formou-se em Inglês  no Indraprastha College for Women em 1965 e entrou para a Universidade de Delhi para fazer a pós-graduação. Um de seus colegas durante a pós-graduação em Delhi,  foi Sanjit (Bunker) Roy, outro ativista de esquerda social, com quem se casou em 1970.  Antes de casarem Sanjit e Aruna estabeleceram  várias condições que regem até hoje  sua vida de casados.

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Eles concordaram em nunca ter filhos, para se dedicarem a missão que escolheram; serem  sempre  financeiramente independente um do outro; nunca impor suas crenças  um sobre o outro e serem individualmente livres para “fazer o que quisessem”.

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Terceiro Juventude Convenção Nacionalum evento de dois dias sobre Jovens e Democracia do assunto, foi inaugurada hoje no Auditório do Centro de Informação Nacional por convocações de Ekta Parishad, PV Rajgopal.

E assim aconteceu. Cada um individualmente se destacou nas “missões” que escolheram dedicar suas vidas. Assim,  “coincidentemente”, tive o privilegio  de conhecer, não apenas o  trabalho e mais do que tudo a missão do Barefoot College  (*) quanto a missão e o trabalho da ARUNA ROY.

Aruna e Bunker Roy  em um encontro no Schumaker College

Aruna e Bunker Roy em um encontro no Schumacher College, em uma das raras fotos em que aparecem juntos .

Ela é uma das pessoas mais respeitadas do pais por tudo que vem fazendo, a frente desse movimento, que teve seu inicio em uma pequena vila, no interior do Estado do Rajastão  e hoje o movimento atravessou fronteiras como exemplo a ser seguido por todos, pois  mudou  a vida de pessoas humildes e completamente desprovidas de informação e alfabetização, trazendo consciência dos seus direitos e não apenas isso, ensinando-as a também a  exigi-los.

Aruna  Roy e administradores da sede do MKSS, onde começou esse trabalho magnifico: uma pequena aldeia no Estado do Rajastão

Aruna Roy e administradores da sede do MKSS, onde começou esse trabalho magnifico: uma pequena aldeia no Estado do Rajasthan

Tive o privilegio de não apenas conhecê-la, como conviver com ela, seu marido, na casa que moravam na pequena vila de Tilonia, no Estado do Rajasthan, onde cheguei  depois de acontecerem uma série de “coincidências”.

Aruna na frente da sede do MKSS

Aruna na frente da sede do MKSS

Minha visita  a sede do MKSS

Minha visita a sede do MKSS

A primeira “coincidência” ocorreu durante o Fórum Social Mundial de Porto Alegre, onde encontrei o seu marido “Bunker Roy” , em uma palestra que assistimos juntos  e ele precisou de uma “tradutora”  e eu me ofereci. Acabada a palestra ele se apresentou,  agradeceu e me deu seu cartão  me convidando a visitar a Instituição que dirigia quando eu fosse a Índia. Outra “coincidência” ,  eu  estava de passagem comprada para dali a duas semanas fazer minha primeira viagem a Índia.

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Promessa feita, promessa cumprida. Quando cheguei a Índia, entrei em contato com ele e me foi enviado um representante da Instituição para me acompanhar. Lá chegando,  me apresentou á sua esposa Aruna Roy  e durante o tempo que passei ali, tive a oportunidade de conhecer, não apenas o  trabalho e mais do que tudo a missão do Barefoot College , como também a  missão e o trabalho da ARUNA ROY .

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Desde que nos encontramos  foi simpatia a primeira vista. Dai em diante ela se tornou minha anfitriã, passei a fazer as refeições em sua  casa   e conhecer a pessoa especial que ela é. Me falou do seu trabalho e me levou para conhecer a sede da Instituição MKSS  e  ao longo dos dias , visitamos diversos locais , no interior do Rajasthan, onde o trabalho se realizava.  A admiração e respeito que as pessoas manifestavam por essa mulher era quase “palpável” . Ela tem a aparência “franzina”, estatura mediana, mas se “agiganta” quando começa a falar  É maravilhoso observar o “poder” que emana da sua fala e contagia a todos.

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Como dizia o grande mestre Mahatma Gandhi, “Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova”.

E com certeza Aruna Roy  está fazendo  uma nova história..

Foi aqui, nessa casinha simples que tudo começou

Foi aqui, nessa casinha simples que tudo começou

Mazdoor Kisan Shakti Sangathan (MKSS) Village Devdungri,Post Barar 313341, District Rajsamand, Rajasthan

Barefoot College http://viagensculturais.wordpress.com/2010/09/02/barefoot-college-%E2%80%93-o-colegio-dos-pes-descalcos

O Mosteiro de Namgyal , Dharamsala, Índia

O Mosteiro Namgyal foi fundado  no Século XVI  pelo segundo Dalai Lama, Gendun Gyatso. Desde a sua fundação, os monges Namgyal ter ajudado os Dalai Lamas em assuntos  políticos e   religiosos e  realizam  cerimônias  e rituais de oração pelo bem-estar do Tibet. O mosteiro também funciona  como um centro  de aprendizagem, contemplação e meditação dos ensinamentos  budistas.

Originalmente estava situado em Lhasa, próximo ao Palácio de Potala, residência particular dos Dalai Lamas e  desempenhou  um papel fundamental no estabelecimento religioso tibetano ao longo dos séculos.

Como resultado da invasão chinesa do Tibet em 1959, Sua Santidade o 14 º Dalai Lama e cem mil tibetanos fugiram para a Índia e Nepal. Entre os refugiados originais  tinham  55 monges do Mosteiro Namgyal. Depois que  Sua Santidade recebeu asilo na cidade indiana de Dharamsala   o  Mosteiro Namgyal foi reerguido  perto da nova residência dele.  Até hoje, quase 50 anos depois, os religiosos tibetanos e as  tradições artísticas e intelectuais estão sendo preservadas e mantidas através do esforço cooperativo do Dalai Lama e dos monges de Namgyal.

O currículo e os rigores da vida monástica foram meticulosamente mantidos  durante toda a jornada  no exílio. Os monges novatos de hoje devem primeiro passar por uma série de exames de admissão desafiadores e, se aceitos, se comprometem a realizarem muitos  anos dos tradicionais  estudos filosóficos.

Como os monges Namgyal auxiliam  Sua Santidade o Dalai Lama e  frequentemente viajam com ele, o currículo   exige também   um curso mais simplificado  do estudo sobre os elementos essenciais do sutra e do tantra.

Sua Santidade o 14 º Dalai Lama  modificou  a “grade” tradicional da escola Namgyal, incluindo um novo currículo e programa de estudo, que estão se tornando um modelo para outros mosteiros tibetanos.

O dia normal  de um monge Namgyal  é repleto de atividades:  duas horas de ritual, duas horas de artes sacras, três horas de aulas de filosofia, duas horas e meia de debate, e várias horas de meditação e estudo pessoal. Os alunos que concluírem com êxito o programa, de 13 anos de estudos, recebem o grau de Mestre em Sutra e Tantra do Mosteiro Namgyal.

Os monges também  tem que completar retiros de meditação para cada uma das principais divindades e protetores, bem como receber formação em atividades rituais. Algumas dessas atividades incluem a realização de pujas , a construção de mandalas, a performance de música sacra e dança, e outros tradicionais rituais budistas tibetanos. Essas tradições são transmitidas oralmente e de acordo com os textos.

O ciclo de retiros necessários para o estudo e a prática de rituais realizados pelo mosteiro pode levar cinco ou seis anos para ser concluído, depois do que, um monge é livre para seguir e escolher qualquer uma das práticas de  retiro pessoal que  mais se identifique.

A oportunidade de acompanhar o Dalai Lama em suas visitas ao exterior permitiu que os monges Namgyal  participassem de  inúmeras apresentações de arte sacra tibetana e dança em boa parte do mundo  divulgando a beleza e importância desses ensinamentos.

No verão de 1988, monges do Mosteiro de Namgyal criaram uma mandala de areia no Museu Americano de História Natural, em Nova York. Mais de 50.000 pessoas vieram para assistir a este processo durante a demonstração de seis semanas. Historicamente, a criação de mandalas de areia sagradas sempre foi realizada em segredo, mas o Dalai Lama tem agora permissão para o público  testemunhar esta arte sacra.

Através de seus ensinamentos,  culturais e espirituais, os monges Namgyal trouxeram a consciência da cultura e da religião do Tibet para todo o mundo.

O Santuário Sikhi “Gurudwara Bangla Sahib” , em Nova Delhi

O famoso santuário  Gurudwara  Bangla Sahib  é a  mais importante “casa de culto”  Sikhi em Nova Delhi.  O Sikhismo , é  uma das grandes religiões do mundo , iniciada nos séculos  16 e 17 , na  Índia .

As cúpulas douradas

Atualmente, existe  cerca de 23 milhões de sikhs no mundo, tornando o Sikhismo a quinta maior religião do mundo. Desse total, cerca de 19 milhões  vivem na Índia.

O nome “Sikhi” vem da palavra  sânscrita  “sisya”  que significa “discípulo” ou “aprendiz”. O fundador do  Sikhismo  foi o  Guru Nanak .

A Lagoa sagrada “Sarovar”

O Gurudwara Bangla Sahib  situa-se perto do Connaught Place, um grande centro comercial de Nova Delhi  e é imediatamente reconhecível pela sua deslumbrante  cúpula dourada  e mastro alto, Nishan Sahib.

Nos jardins internos do templo existe uma espécie de  lagoa  conhecida como o “Sarovar”, cuja água é considerada santa e com poderes milagrosos de cura , pelos  sikhs .

Interior do Templo

O “Gurdwara Bangla Sahib”  era originalmente um bangalô pertencente ao Raja Jai Singh , um governante indiano no século XVII, e era  conhecido como Jaisinghpura Palace, porque estava situado em Jaisingh Pura , um bairro histórico que foi demolido para abrir caminho para a Zona Comercial de Nova Delhi,  Connaught Place .

Os belissimos corredores que contornam a lagoa sagrada

O Gurdwara e sua Sarovar ( A Lagoa sagrada, dentro do templo) são  um lugar de grande reverência para os  Sikhs  e um lugar para congregação especial no aniversário de nascimento de Guru Har Krishan .

Langar Hall (Salão de almoço)

 

Preparando o alimento

Para entrar nos templos Sikh, os visitantes são convidados a cobrir o cabelo e não usar sapatos. Voluntários  dão assistência aos visitantes, oferecendo gratuitamente  lenços para serem colocados na cabeça e local para guardar os sapatos..

O Complexo do Templo é composto de uma  cozinha, um grande lago, uma escola e uma galeria de arte .

Devoção

Como acontece em  todos  Templos Sikhs,   as pessoas, independentemente de raça ou religião podem comer na cozinha do Gurdwara (Langar Hall). O alimento é oferecido a todos os visitantes e claro, aos devotos.

 

O Langar (alimentos) é preparado por gursikhs e por voluntários que se oferecem para ajudar .O aroma   proveniente da cozinha do Gurdwara , tradição dos sikhs,  abre o apetite até daqueles que estão sem fome . Cerca de oito mil  pessoas  comem diariamente no local.

O cardápio incluiu  dal-chawal (lentilha e arroz) para Sabzi-roti (vegetal e chapatis) e kheer (pudim de arroz). O salão de refeições (  Langar Hall) está sempre repleto durante todo o dia . Qualquer pessoa pode se oferecer como voluntário para  ajudar, quer seja para cuidar dos sapatos, da cozinha ou da limpeza do templo.

Um Museu também faz parte das instalações do  Gurdwara , contando  a história da religião Sikh e guardando relíquias sagradas  . A uma curta distância funciona uma  biblioteca , que  guarda nas suas centenas de prateleiras , um vasto  acervo com  dezenas de textos sagrados, sobre religião Sikh e sua história , além de muitos livros sobre o assunto.

Todo o recinto interno do  Gurudwara e também  o Refeitório (Hall Langar)  dispõe de ar condicionado.

O Santuário, é um lugar muito especial, onde reina a paz e o silencio e que recebe todos os visitantes de braços abertos, sem nenhuma discriminação de credos ou raças

 

 

O Fabuloso Túmulo de Humayun – Inspiração para o Taj Mahal

O Túmulo de Humayun é o mais antigo mausoléu mongol em Nova Delhi, capital da  Índia  e serviu de inspiração e modelo para a construção do famoso Taj Mahal.

Declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO, em 1993, o monumento foi a primeira tumba/jardim construída no subcontinente indiano e tem uma importância  arquitetônica-paisagistica inovadora  pois,  foi a primeira construção que  uniu  mausoléus a jardins e serviria de inspiração para a construção do TAJ MAHAL, um século depois.

A Entrada e os fabulosos jardins

Outro angulo dos jardins

A herança das construções no estilo Munghal, são magnificas e se espalham por todo o subcontinente. A Tumba de Humayun  além de se destacar como um marco no desenvolvimento da arquitetura Munghal , também representa o modelo  mais antigo de Tumba,  decorada  com viadutos e canais , do período  Mungal.

A cúpula, sob a qual está o sarcófago do Imperador

Vista interna da Cúpula

O edifício foi o primeiro a usar a combinação única de arenito vermelho e mármore branco, e inclui vários elementos da arquitetura indiana, como as copas pequenas, ou Chhatris em torno da cúpula central, populares na arquitetura Rajasthani  e que foram originalmente cobertas com azulejos azuis.

O sarcófago do Imperador

Humayun foi o segundo imperador mongol da Índia e o seu túmulo foi construído por ordem de Hamida Banu Begum , sua viúva  . A construção  começou em 1565, nove anos após sua morte, e foi concluída em 1572 dC, a um custo de 15 rupees do lakh (1,5 milhões) na época. Emuma área de mais de 12 mil metros quadrados.

Detalhes da Tumba

De acordo com a `Abd al-Qadir Bada’uni , um dos poucos historiadores contemporâneos a mencionar  essa construção, o arquiteto da tumba foi o  persa, Mirak Mirza Ghiyas , que foi trazido de Herat (noroeste Afeganistão ), e já tinha anteriormente  projetado  vários edifícios em Herat, Bukhara , e em outras partes da Índia.

As arcadas sobre as quais o monumento foi construido

Uma das escadas de acesso

O mausoléu, em si, fica no centro de um belíssimo e enorme jardim, com espelhos de agua  unidos por canais, em cima de uma alta plataforma, com arcadas em toda sua extensão. A entrada principal fica no lado sul, e há outra entrada, no lado oeste.

Entrada

Vista interna do duomo onde está o sarcofago

A tumba tem o formato  octogonal  irregular com quatro lados mais longos e quatro lados curtos, e encimada por uma cúpula de 42,5 m de altura,  revestida com mármore e ladeada por  pilares decorativos (Chhatris).

Detalhe do Portal de Entrada da Tumba

O interior é uma grande câmara octogonal com compartimentos abobadados e telhados interligados por galerias e corredores. O formato  octogonal é repetido também no segundo andar.

Detalhes do espetacular trabalho de esculpir o mármore como se fosse “renda”… característica da arquitetura Mhungal

A estrutura da construção  é de pedra revestida de arenito vermelho  com detalhes em mármore  branco e preto  . O túmulo e suas estruturas adjacentes estão substancialmente no seu estado original, e as intervenções no presente século têm sido mínimas para não afetar a originalidade da obra.

O Imperador Humayun

O Imperador Humayun viajou muito através do mundo islâmico, principalmente para a  Pérsia e  Ásia central e,  dessas viagens,  trouxe as  ideias para serem aplicadas  pelos arquitetos em seu reino, incluindo a construção do seu túmulo.

O túmulo sempre foi respeitado, ao longo de toda a sua história e assim conseguiu manter a sua forma original intacta. Foram feitas apenas, ao longo dos anos,  intervenções para preservação da obra.

O espelho d”agua que parece desaparecer sob o monumento

Dentro do complexo da Tumba, uma das características mais notáveis ​​são as praças ajardinadas (Chaharbagh) com canais de água que  parecem  desaparecer sob a estrutura do  túmulo e reaparecem  no outro lado em linha reta, o que sugere a inspiração no verso do Alcorão, que fala de rios que correm sob o “Jardim do Paraíso”.

Sarcófagos da esposa e familiares do Imperador

Câmara central da tumba e o sarcófago do Imperador

O complexo  engloba a tumba principal do Imperador Humayun, e dezenas de outros túmulos, como o da  sua esposa, Hamida Begum, e também Shikoh Dara , filho do Imperador  Shah Jahan (construtor do Taj Mahal), bem como numerosos outros Mughals subseqüentes, incluindo o imperador Shah Jahandar , Farrukhsiyar , Rafi Ul-Darjat , Rafi Ud-Daulat e Alamgir II .

Portão de Entrada

O Tumulo de Hanayun criou um precedente importante para a futura arquitetura  Mhungal , para os mausoléus reais, que atingiu o seu apogeu com o Taj Mahal, em Agra.

SIKKIM – A SUIÇA DA ÍNDIA

Uma das atrações de Sikkim, a Estátua do Guru Rinpoche

SIKKIM, é um estado situado em um local privilegiado, no leste da Índia, nas montanhas dos Himalayas e faz fronteira com a China(Tibet ), Nepal e Butão.

 Essa região é um verdadeiro paraíso, as montanhas cobertas de neve  e os exuberantes vales onde a natureza se revela em todo seu esplendor,  não só revigora a alma, mas também deixa os visitantes extasiados  pela extravagante  beleza natural.

 

A  língua oficial do estado de Sikkim é o nepalês, que também é o idioma principal da maioria dos habitantes locais. Muitos outros idiomas, tais como Dzongkha e o tibetano também são falados , porém em menor número. O Hindi (língua da Índia) é a  segunda língua  e todas as pessoas educadas são capazes de falar Inglês.

Monasterio de Dubdi

Com cerca de 607.000 habitantes (em 2011)  , Sikkim é o estado menos populoso da Índia e o  segundo menor depois de Goa , com uma área total, de cerca de  7 mil  km 2

O Monasterio mais importante de Sikkim, RUMTEK

O Monasterio de RUMTEK

Interior do Monastério de RUMTEK

Kangchenjunga o pico mais alto da Índia com 8,586 metros

 Anteriormente independente, Sikkim é agora um estado indiano e apesar  da sua  pequena área, é o lar de altas montanhas dos Himalaias  e um maciço dominante, Kangchenjunga  que tem o pico mais alto da Índia com 8,586 metros ,  o terceira maior do planeta terra.

Parque Cridge

Um dos Monastérios Budistas de Sikkim

Check Post

Sikkim é hoje  um destino turístico  muito popular, devido  a fantástica posição geográfica, à sua cultura, paisagem e biodiversidade . Tem também a única fronteira terrestre aberta entre a Índia e a China e sua maior cidade é  a capital, Gangtok .

Assembléia Legislativa de Gangtok (capital)

White Memorial Hall

Museu de Gangtok

Segundo a lenda, o budista santo Guru Padmasambhava, mais conhecido no Tibet e Sikkim como Guru Rinpoche , visitou Sikkim no século 8 dC, introduziu o budismo e predisse a era da monarquia. Em honra ao  Guru Rinpoche , o santo padroeiro de Sikkim,  foi construída  na cidade de Namchi ,  a mais alta estátua do santo no mundo, com 36 metros de altura.

 

Estátua do Guru Rinpoche

Quase todo o estado é montanhoso, com uma elevação que varia de 280 metros  até  8.585 metros , o cume do Kangchenjunga – terceiro maior pico do mundo  situado na fronteira entre Sikkim e Nepal.

Kangchenjunga, 8.586 metros

A beleza da natureza

Sikkim tem quatro distritos , cada um  supervisionado por um coletor, nomeado pelo Governo Central,  responsável pela administração das áreas civis do distrito.

A capital Gangtok

Namchi

Capital de Sikkim – Gangtok

O Exército indiano tem o controle sobre grande parte do Estado, em razão da posição territorial que ocupa, fronteira sensível com a da  República Popular da China . Muitas áreas são restritas para os estrangeiros e licenças oficiais são necessárias para visitá-las.

Fronteira com a China

A Flora em Sikkim é uma maravilha a parte. Com uma variedade fabulosa , a região é o lar de cerca de 5.000 espécies de plantas floridas, 515 orquídeas raras, 60 espécies de prímula , 36 espécies de rododendros, 11 variedades de carvalho, 23 variedades de bambu, 16 espécies de coníferas, 362 tipos de samambaias e aliados samambaias, 8 samambaias , e mais de 424 plantas medicinais. A orquídea Dendrobium nobile é a flor oficial do Sikkim, enquanto o rododendro é a árvore do estado .

Pavilhão para a exibição de Flores

Na fauna o Panda vermelho é o animal  que representa o estado de Sikkim e o Rio Teesta é considerado importantíssimo para o desenvolvimento do estado.

O Panda vermelho, animal tipico da região

O Rio Teesta

Lago Crows

Embora a população seja na sua maioria oriunda do Nepal, 60,93%    pratica o hinduísmo. Em segundo lugar  está o  budismo ,  que representa 28,1% da população .

As bandeiras de preçes

Existem dezenas de  mosteiros budistas em Sikkim, sendo o mais famoso o Mosteiro de Rumtek e o mais antigo deles, data dos anos 1700.

Monasterio de Branka

“Rodas de Preçes’

Um programa  imperdível, para os visitantes é fazer um passeio no Teleférico  Damovar Ropeway em Gangtok para  desfrutar a beleza da paisagem esplendorosa da região.

Além dos animados festivais indianos , Sikkim celebra também  o Festival  Budista de Losar, um dos mais famosos festivais budistas.

 

O Museu de Tibetologia e Centro de Pesquisa, é  outra visita importante para quem vem á capital do estado. Ali os visitantes podem se extasiar com a riqueza  e variedade das relíquias sagradas  budistas, dentre outras .

Instituto de Tibetologia

Cento Dharma Chakra

O Vale de Sikkim

Sikkim é de fato um lugar inigualável onde a natureza reina absoluta e contagia a todos com sua beleza, visitantes e moradores.

Kangchenjunga o pico mais alto da Índia com 8,586 metros

ORCHHA – Um Poema Escrito em Pedras

Orchha significa um “lugar escondido” e certamente faz jus ao seu nome, porque muito poucos turistas,  que viajam para a Índia,  estão preocupados em visitar lugares tão pequenos como Orchha. Mas quem  ousa vir até o local  experimenta a sua calmaria melódica onde parece que o tempo parou e  nos transportamos à época do seu fausto.

A cidade, antiga capital da dinastia Bundela,  é um legado arqueológico da Índia Medieval e está situada no Estado de Madhya Pradesh , a  cerca de 16 quilômetros ao sul de Jhansi, o berço da Maharani Laxmibai, a Joana d’Arc da Índia. A cidade, rodeada por mata fechada, que há muito tornou inexpugnável a visita a certos locais, foi fundada em 1531 e serviu até 1783 como a capital do estado Orchha antigo principado. No início do século 17 foi sistematicamente devastada pelas forças do imperador Mughal Shah Jahan após a rebelião do chefe Bundela Jujhar Singh.

O legado de Bundelas – “Os doadores de sangue , guerra e sacrifício são as palavras-chave para descrever a dinastia Rajput Bundela  que governou sobre Orchha a partir de 1531 AD

O Rajá  Rudra Pratap começou a construção de Orchha, mas morreu antes  de terminá-la. Posteriormente, a fortuna da dinastia Bundela dependia da boa vontade dos Mongóis. O governante mais ilustre de Orchha foi o  Rajá Bir Singh Deo. Durante o seu reinado de 22 anos, foram  erguidas  um total de 52 fortalezas e palácios em toda a região, incluindo a cidadela de Jhansi, o Dev Narsing  e muitos dos mais importantes  edifícios de Orchha.

O belo trecho do rio Betwa deu a este lugar uma beleza inigualável e uma importância especial pois Orchha foi a capital dos Bundelas, a dinastia que deu à Índia uma série de governantes dignos da mais notáveis entre eles, sendo Raja Bir Singh Ju Deo.

Uma série de belos templos e ‘Chhatris’ foram construídos por ele,  na margem deste rio sereno e , à luz vermelha do alvorecer ou no crepúsculo sombrio, é maravilhoso observar o seu reflexo na água do rio. Ao todo existem 14 Chhatris dispostas nas margens deste rio histórico.

A  imagem  dessas construções tem sua melhor visualização  a partir de  uma ponte perto do rio , que causam  impacto  sobre cada visitante. Infelizmente hoje, os Chhatris são as ruínas mais tristes de Orchha, porque  as construções, em marrom claro, escurecidas pelo tempo, estão com suas cúpulas e pináculos, recobertas de  ervas  , o que dificulta o acesso dos visitantes.

Uma pena ver o  estado de abandono em que se encontram monumentos que representam a memória dessa cidade que foi tão  importante para a história desse povo milenar. Uma verdadeira poesia oculta, escrita  em pedras.

Orchha é diferente de alguns outros lugares  da região pois suas construções não são de pedra nua e geralmente parecem ter uma espécie de  reboco sobre eles.

O Jehangir Palace é um dos monumentos mais atraentes de Orchha coroado por Chhatris graciosos. Uma característica contrastante deste majestoso palácio é o trabalho de pintura interior que é uma expressão rara da escola de pintura Bundela – um estilo único  de pinturas ornamentais da Índia. A arquitetura Bundela é uma mistura combinada do Rajastão, Jainismo e da arquitetura Mughal e esta “mistura” dá os monumentos de Orchha um valor único, bem como uma expressão característica estética.

O Templo de Laxminarayan ,  Chaturbhuj e Raj Mahal são  três edifícios notáveis pela riqueza e decoração dos interiores , os quais retratam ricamente maravilhosos temas religiosos.

O Palácio Raj Mahal  foi construído no século 17 por Madhukar Shah, o antecessor profundamente religioso de Bir Singh Ju Deo. O exterior simples, coroado por Chhatris, dá forma aos interiores requintados, com murais coloridos com uma variedade de temas religiosos.

Outro monumento importante, o Jehangir Mahal, construído por Raja Bir Singh Ju Deo no século 17 para comemorar a visita do imperador Jehangir para Orchha. Suas linhas fortes são contrabalançadas por Chhatris delicadas e trabalho de treliça , mostram  um efeito de extraordinária riqueza.

O Templo de Raja Ram , fechado durante a tarde,  é o centro em torno do qual a vida de Orchha gira. A Deidade que preside aqui é o Senhor Ram.  Tem um pátio magnífico  decorados com azulejos em mármore e o templo em cores rosa e amarelo, que lhe dá uma aparência brilhante.  Não pode ser fotografado.

O Templo de Laxmin Narayan tem o estilo de uma  interessante fortaleza. Seu interior  contem  as  mais requintadas  pinturas de parede  de Orchha. Cobrindo as paredes e o teto de três salas, esses murais são composições vibrantes e falam de  uma variedade de assuntos espirituais e seculares. Eles estão em excelente estado de conservação, e guardam a beleza  e o colorido das belíssimas pinturas dos  murais através do  tempo.

Os Ghats o Rio Betwa

O pequeno Palácio de  Sunder Mahal , quase em ruínas, hoje, é ainda um lugar de peregrinação para os muçulmanos. Dhurjban, filho de Jhujhar, abraçaram o Islã quando ele casou com uma menina muçulmana em Nova Deli. Ele passou a última parte de sua vida em oração e meditação e passou a ser venerado como um santo.

Orchha é o paraíso dos fotógrafos  pois sua paisagem proporciona a oportunidade de fazer imagens  maravilhosas, principalmente à noite quando as silhuetas dos monumentos se destacam na paisagem desértica e nos sentimos fazendo parte de um filme.

Dois antigos palácios são hoje hotéis de luxo o Amar Mahal, onde podemos apreciar a arte e a tradição e a história dessa cidade que ainda hoje conserva a magia de tempos imemoriais. e o  Sheesh Mahal que  exala o charme e a grandeza dos palácios do século 16 e 17. O hotel foi a residência de Raja Udait Singh e tem o toque de arquitetura medieval indiana autêntica decorado com mobiliário antigo, pinturas em miniatura dando um toque tradicional e refletindo a glória do passado. Conhecer Orchha é de fato mergulhar no passado e poder conhecer um pouco da história dessa cidade, nos belos poemas escritos nas pedras desses monumentos.

Fotos: Algumas fotos são reproduções

As Cores e Sabores da Índia

Chegar a esse país é como olhar para um arco-íris todo o tempo. Seu povo, com as vestes coloridas que enfeitam as ruas, a decoração dos templos com as oferendas e guirlandas , as casas que trazem nos seus portais símbolos das dividades , os centros comerciais com suas lojas exibindo uma profusão de coloridos produtos, etc, etc . Todo o país respira cores e sabores e  de fato é  uma festa para nossos olhos.

A devoção, a forma gentil com que tratam todos, a alegria  que brilha nos olhos dos comerciantes quando olham para nós turistas, pois somos consumidores afoitos da abundancia de ofertas , que está em cada pedacinho das ruas apinhadas de gente.

Os comerciantes nos convidam para entrar nas suas lojas, com sorrisos largos na face e logo nos oferecem, o “chai” bebida típica e muito consumida, uma mistura de chá e leite, quentinho, com um gosto maravilhoso, ou então o “Lassi”, delicioso tipo de iogurte batido com frutas .

O delicioso "Lassi"

Comprando ou não comprando………e como insistem, a gentileza é lugar comum.  Pechinchar é a palavra chave. Nunca devemos aceitar o primeiro preço, até porque a grande arte da venda, nesse país, é  negociar. Claro que sempre saímos das lojas  com alguma ou muitas mercadorias .

Tanto no pequeno comercio quanto nas grandes e ricas lojas, recebemos o mesmo atendimento e gentileza. Sentamos, junto com os vendedores e eles desfilam ante nossos olhos atônitos……..dezenas de peças de tecidos, vestidos, blusas, enfeites, lenços……com a maior paciência e sem se preocuparem com o tempo…


  Uma grande aventura  entrar em uma loja indiana. Ficamos horas sem perceber e sempre compramos, compramos e compramos. Os indianos são  mestres na arte de vender.

As frutas e legumes   que se espalham pelas ruas da cidade,vendidas  em bancas, em carrinho, tabuleiros…são deliciosas. São as mesmas que vemos nas nossas feiras e nos sentimosem casa.  Uma gostosa alternativa para a condimentada cozinha indiana.

Mamão, uvas, banana, melancia, côco, além de legumes , ervas e especiarias vendidas por todo o canto , colorindo a cidade e deixando um delicioso aroma no ar, que se mistura com a poluição,  animais que tranquilamente trafegam sem serem incomodados,  por todos os  recantos  da cidade.

a noiva

"Horn Please" - busine por favor.

Some-se à essa confusão de pedestres, vendedores, animais,  os carros que buzinam todo o tempo. Escrevem na traseira do veículos   “HORN PLEASE”, (Buzine por favor)……..e assim o fazem o tempo todo. Uma loucura.

O trafego normal de Nova Delhi e das cidades indianas

Mas, em contrapartida, o índice de acidentes de veículos, segundo me informaram é baixíssimo e o  nível de stress dirigindo , é ZERO. Certamente milagre dos deuses indianos.

Ritual ao entardecer "Aarti"

O sorriso do Sadhu (homem santo)

Sadhus

As ruas são estreitas  na maioria nas cidades e quando olhamos achamos que não passa nem um veículo…..engano, passam dois. Mas um ritual acontece sempre.  Um dos motoristas desce do veiculo e orienta o outro para que os carros possam passar sem problemas. Depois se cumprimentam e vão embora sorrindo.

As dunas do "Deserto de Thar" no Rajastão

Tuc tuc, uma mistura de motocicleta adaptada para taxi, meio de transporte mais comum na Índia

A belíssima pintura de "henna" para as noivas

Os músicos , no Rajastão

As cores do "Memorial de Ghandi" - New Delhi

Nós, que não estamos acostumados à esse tipo de atitude, no trafego das nossas cidades, estranhamos muito. Mas lá isso faz parte do cotidiano  tanto nas capitais quando no interior.

Mulher da zona rural da Índia (Rajastão)

 Os guardas de transito, nas grandes cidades, tipo Nova Delhi, Mumbai, usam  um grande bastão, tipo o cassetete dos nossos policiais e mais nada. Um dia, passeando em Delhi, vi uma cena inusitada pra não dizer hilária. Em um  cruzamento movimentadíssimo, no centro tem uma plataforma elevada onde fica um desses “guardas de transito” . Para orientar o trafego ele usa as mãos.

Na cena que vi,  ele mandava que um grupo de carros de uma das ruas avançasse e nada, mandou de novo e nada. Na terceira vez, como não foi atendido, virou de costas e foi cuidar do outro lado do cruzamento……Incrível mas verdadeiro.

Mumbai

A devoção é a mola mestra dessa sociedade milenar que mesmo após tantas conquistas e a  invasão de tantos povos, conserva intacto seus costumes. A Índia moderna e a tradicional. Pode parecer um paradoxo, mas são apenas uma.

Holy, festival das cores

O cientista, o professor, o doutor, o sacerdote, o comerciante, o político, o povo em geral, independentemente das castas, todos eles tem algo em comum: um altar com os deuses da sua devoção nas suas casas, palácios, mansões, favelas.

Os animais são sagrados e ninguém mexe com eles

 

Os animais são sagrados e por isso transitam livremente por todos os lugares e entram em qualquer lugar. São bem vindos sempre porque trazem , segundo a tradição hindu, boa sorte, prosperidade. Sujam a cidade toda e ninguém reclama.

A Índia é um lugar realmente muito especial e certamente  único porque na diversidade eles encontraram a unidade – A DEVOÇÃO.

Namastê

O Mestre

A "oferenda"

“GANGA AARTI” – Ritual de Amor e Devoção

A Índia, sempre a “mãe” Índia revelando sua doce face da devoção. Uma dessas faces é  o Aarti , palavra  hindi ,  também escrita Arathi, Aarthi (do sânscrito) , um importante ritual  religioso Hindu de adoração, uma forma de puja (oferenda), no qual a luz de lamparinas (deepas) com pavios embebidos em ghee (manteiga purificada) ou a cânfora é  oferecida as águas do Ganges para mãe Ganga, nome pelo qual é chamado o Rio Ganges que os hindus consideram  uma divindade.(a Deusa Ganga).

Ganga Aarti em Rishikesh, Parmath Niketan Ashram

Oferendas, o incenso

O significado da cerimônia e sua essência é que  “deus” oferece a todos diariamente sua “Luz Divina” e o Aarti é um forma do hindu dizer obrigado pela luz recebida. Através desse ritual de amor e  devoção , realizado todos os dias  ao por do sol, eles demonstram sua gratidão à luz que a todos ilumina e purifica,  pensamento, espírito e corpo.

Oferenda à Deusa Ganga

 Cada objeto tem uma simbologia dentro do hinduismo e no “Aarti” não poderia ser diferente. Na cerimônia “Aarti” , estão representados os 5 elementos físicos:  as flores representam a terra (solidez), a água e o lenço que acompanha corresponde  ao elemento água (liquidez), a lamparina ou vela representa o componente de fogo (calor), o tipo de leque  de pavão transmite  a qualidade preciosa de ar (movimento), e os elementos  da cauda de  iaque  representam a forma sutil de éter (espaço).

As lamparinas acesas

O incenso

O incenso representa um estado de espírito purificado, e “inteligência”, oferecido dentro de uma ordem estabelecida para as oferendas.

“Assim, toda a existência do Ser e todas as facetas da criação material são simbolicamente oferecidas aos ‘deuses” através da cerimônia “Aarti”.

 

Na palavra Aarti , o   “Aa” quer dizer  “em direção ou para”, e “rati”   “direita ou virtude” em sânscrito .

As oferendas à Deusa

Alguns dizem que  a palavra significa também  um tipo de tecido que os devotos   usavam sobre os corpos durante o ritual, ou um “pano brilhante” para ser usado em  uma prática religiosa.

O Mestre Swami Maharaj Chidanand Saraswatiji e o fogo

O Mestre do Ashram Swami Maharaj Chidanand Saraswatiji e a lamparina sagrada

Esse ritual é realizado  geralmente no final de um puja (no sul da Índia) ou bhajan  (no norte da Índia)  durante quase todas as cerimônias Hindu .

Aarti em Varanasi

Puja (oferenda)

 Durante o ritual circula entre os presentes uma “lamparina  , geralmente de bronze, que o  sacerdote passa entre todos , acompanhado pelos cânticos  em louvor da divindade . O gesto de passar a bandeja ou a lamparina em torno das pessoas significa que ela vai  adquirir o poder da divindade. Cada um deve colocar as mãos sobre as chamas e depois levar as  palmas até sua testa, para poder receber a benção e a energia da divindade.

Os estudantes do Ashram cantam os mantras

 A lamparina usada no  aarti  é de metal, geralmente de bronze, prata ou cobre. Sobre ela  um pavio feito com farinha amassada, lama ou metal,  embebido  com óleo ou ghee. Uma ou mais mechas de algodão (sempre um número ímpar) são também embebidas no óleo ou  cânfora e acessas.

A bandeja do ritual  também pode conter flores, incenso e akshata.  Em alguns templos, a bandeja  ritual não é usada e o sacerdote utiliza apenas a  lamparina em suas mãos para oferenda da chama (fogo) as Deidades.

Acendendo o fogo sagrado

 

O Ritual Aarti  simboliza, com disse,  os cinco elementos: 1) éter (akasha), 2) vento (vayu), 3) água, fogo (agni), 4) (jal), e 5) terra (pruthvi). Cada um também corresponde a um dos cinco sentidos físicos.

A cerimônia  normalmente é feita nos locais (mandir) preparados para isso, às margens do Rio Ganges,no entanto, os devotos também podem realizá-la em suas casas.

O Mestre Swami Maharaj Chidanand Saraswatiji conduz o Ritual

É  uma prática comum  , entre os hindus, mais abastados , realizar o Aarti  em objetos inanimados, como veículos, eletrônicos,etc.  Como um gesto de respeito e orando para que esse objeto o ajude a melhorar o seu trabalho.

A lamparina acesa

 

O cântico  do  Aarti mais comum  e aquele  dedicado a todas as divindades é “Om Jai Jagdish Hare” , conhecido como “O Aarti Universal” .

Parmath Niketan Ashram em Rishikesh realiza um dos mais belos "Aarti" da Índia

A entrada do Ashram com "Lord Shiva" ao fundo

Parte interna do Ashram Parmath Niketan

Ter o privilegio de participar desse  ritual, sentir a devoção das pessoas, ouvir as suaves melodias dos cânticos  e mantras, receber as bênçãos do fogo sagrado, são momentos únicos e inesquecíveis.


A atmosfera do local do ritual é especial, todos vibram dentro da mesma energia de gratidão e devoção e cada um tem a oportunidade de viver uma belíssima experiência fazendo parte de  um dos mais belos ritos hindus.

Colocando a oferenda no Rio Ganges

 Estive por duas vezes em Rishikesh onde fiquei por algum tempo, hospedada no “Parmath Niketan”,  participando das atividades do dia a dia, conhecendo os projetos sociais que realizam  nas área de meio ambiente,  saúde, ações educacionais , além de estar, todos os dias, antes do por do sol, às margens do Rio Ganges, tomando parte do Aarti.

Um Ashram não é apenas uma instituição espiritual, onde um “Guru” e seus discípulos e devotos praticam os ensinamentos espiritualistas. Os Ashrams também são partícipes no desenvolvimento das comunidades onde estão  situados e realizam ações de inclusão social, beneficentes, educativas, ambientais, etc. São lugares de “referencia” para a sociedade indiana pelos exemplos das suas ações.

A "devoção"

Aarti em Haridwar

Esse Ashram, especialmente, é um dos mais importantes da região  e é um exemplo de como espiritualidade e ações sociais convivem e vivem em perfeita harmonia.

Os momentos mágicos, para mim, significam justamente aqueles que nos proporcionam conhecer pessoas e instituições que conseguiram transformar a aparente dualidade, em um caminho único,  que conduz a todos até à Divindade que está em “nós”.

E o sol se põe, mais um dia termina, e a gratidão se fez presente mais uma vez

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