A Caverna Amarnath, Templo de Shiva

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Localizado no estado indiano de Jammu e Caxemira , situado no Monte Amarnath, a Caverna Amarnath é um dos santuários mais famosos da hinduísmo . Dedicado ao deus Shiva , o santuário é dito ser mais de 5.000 anos de idade  e constitui uma parte importante do hinduísmo .

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 Amarnath é um popular  destino de peregrinação para os hindus , um Templo dedicado ao deus SHIVA. Cerca de 400.000 pessoas visitam o local  durante o Festival de Shivani Mela  que dura 45 dias .mos meses de julho-agosto, coincidindo com o mês sagrado hindu de Shraavana.

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Os peregrinos andam geralmente  em torno  de  42 km  a pé da cidade de Pahalgam , e cerca de 96 km da cidade de Srinagar até o santuários. A  viagem leva de  4 a 5 dias…

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Uma imagem consagrada de gelo formado naturalmente , em uma forma cilíndrica (Lingam) , que representa uma das faces de Lord Shiva  -, começa a tomar sua forma no primeiro dia da metade brilhante do mês e atinge seu tamanho máximo no dia de lua cheia (Poornima).

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 Depois de obter sua plena forma, ela começa a diminuir e desaparecer no dia de lua nova. Segundo a tradição, a maior formação de gelo é considerado como o Senhor Shiva Lingam,  no lado esquerdo do lingam é uma formação de gelo de seu filho Lord Ganesha, e à direita são formações de Parvati sua consorte .

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O templo está  localizado a cerca de 46 kms de  Amarnath de Pahalgam em Jammu e Caxemira e 4.500mtrs acima do nível do mar. A época da peregrinação a este santuário é entre julho e agosto.

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História do templo

Não há informações clara da descoberta da caverna. O crédito da descoberta vai para um pastor (Gujar) Buta Malik , diz-se que ele recebeu um saco cheio de carvão com um santo.

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Quando o pastor abriu o saco, na sua casa estava  cheio de ouro. O pastor feliz voltou para agradecer ao santo, mas encontrou uma caverna com um lingam (uma das representações de Shiva) dentro dela.

 Daí em diante este lugar se tornou um lugar sagrado de peregrinação.

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 A mitologia hindu diz que esta caverna Amarnath é a caverna que foi usada por Lord Shiva para contar sobre o segredo da vida e da eternidade à deusa Parvati, sua consorte.

Ele estava procurando um lugar secreto isolado para dizer isso “amar katha” a deusa Parvati. Então, ele escolheu esta caverna. E como uma preparação que ele deixou seu veículo Nandi, o touro em Pahalgam (Bhail Gaow), lançou a lua no Chandanwari, cobra no Lago Sheshnag, Lord Ganesh em Mahagunas Parvat, cinco elementos da vida em Panjitarni.

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 Finalmente ele criou Rudra (Kalagni) e ordenou-lhe para incendiar e eliminar todos os seres vivos e em torno da gruta santa. Então o Senhor Shiva tomou Deusa Parvathi dentro da caverna para contar a katha amar..

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Um lugar onde a devoção e a fé estão presentes no rosto de cada um dos milhares de peregrinos que ali chegam, depois de uma exaustiva caminhada, mas todos estampam um largo sorriso no rosto e no coração na certeza de terem finalizado a jornada em honra a lor Shiva.

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“KONARAK” – O MAGNIFICO TEMPLO DO DEUS SOL

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Na Índia  foram construídos  sete templos dedicados ao deus SOL , entre eles, o mais espetacular de todos e  uma das principais atrações para quem visita o leste da Índia é o Templo do Sol  de  Konark   no estado de Orissa,

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O Templo, também é conhecido como “Pagode Negro” (Black Pagoda)., porque foi construído em granito preto. É um dos templos mais antigos  do pais e um exemplo vivo da arquitetura Orissan , além de ser  um dos santuários  Brahman mais famosos da Índia.

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Construído às margens da Baía de Bengala,  foi um dos primeiros centros de adoração ao sol na Índia. Todo o templo foi concebido como uma representação monumental da carruagem do Deus Sol ( Surya) com um conjunto de raios e entalhes elaborados.

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O Templo  remonta ao século 13 e foi construído pelo rei Narasimhadeva , durante seu reinado,  ​​como um sinal de vitória sobre os invasores muçulmanos.  Seu nome  tem origem de  uma combinação de duas palavras. “Kon” significa canto, e “Ark” significa sol, literalmente “o lugar do Sol”. Sua construção demorou 12 anos e cerca de 12.000 artesãos trabalharam no local para criar esta obra-prima magnífica do período medieval.

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A estrutura do templo, como disse,  tem a forma de uma monumental  carruagem , com 12 pares de rodas  esculpidas  na pedra,  puxada por  sete cavalos (dos quais apenas um está  intacto). O Templo simboliza  a passagem do tempo , que está sob controle do deus sol – Surya.  Os sete cavalos, que dirigem a carruagem para o  leste ( em direção ao amanhecer), representam os dias da semana. Os 12 pares de rodas representam os 12 meses do ano e os oito raios em cada roda simbolizam os oito estágios do dia ideal de uma mulher.

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O Rei Narasimhadeva mandou construir o Templo  às  margem do rio Chandrabhanga mas, ao longo dos anos o rio secou e o mar se distanciou do templo. Entretanto ainda pode-se ouvir o ruído das ondas e a beleza hipnotizante do sol a partir das ruínas do templo.

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De acordo com as lendas, o Rei Narasimhadeva escolheu esse lugar por considerá-lo um lugar sagrado, aliado a   beleza do local e da facilidade de navegação. Embora esteja bastante  desgastado pelo tempo, os visitantes ainda podem sentir a magia do local e imaginar sua  maravilhosa arquitetura.

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Aqueles que se interessam pela arqueologia podem facilmente conhecer  a história desse magnífico edifício , através das belíssimas esculturas na pedra que ornamentam todas as construções.  Cada pedra tem uma história para contar do esplendor daquela época.

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Entre as ruínas,  pode-se identificar as três seções principais que constituem o complexo de templos: o templo principal, onde a divindade era adorada; a sala de reunião onde os devotos se reuniram para ter um vislumbre da divindade; e a sala de dança onde o devotos  realizavam os  pujas (oferendas).

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AS ESCULTURAS ERÓTICAS

AS ESCULTURAS ERÓTICAS

O Santuário principal , com v229 metros de altura, foi construído ao lado do Salão de Audiências (128 metros de altura), com projeções para o exterior.O santuário, consagrado ao deus sol, está em ruínas, mas o Salão Audiências sobrevive em sua totalidade.  No entanto, o esplendor do complexo do templo permanece incomparável.

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As esculturas nas paredes  representam a mitologia hindu. Para capturar os raios do sol durante o  dia,no interior do templo, o deus do sol foi representado na forma de três imagens: Brahma (o criador), como o sol da manhã, Mahashwara (o destruidor) como o sol do meio-dia, e Vishnu (o preservador) como o sol da tarde.

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Seus arabescos nobres e trabalho de rolagem, o corte bonito e natural de animais e figuras humanas dão a Konarak  uma superioridade sobre outros templos. As paredes também são adornadas  com  belas esculturas de mulheres dançando em várias poses, músicos, guerreiros, o cotidiano de homens e mulheres , imagens de animais e deuses em várias formas e posições.

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O Deus Sol – Surya

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A mais bela imagem do templo representa o deus sol  e foi esculpida em  pedra clorita verde e é uma das obras-primas do Templo Konarak.

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A imaginação dos artesãos ancestrais, deve ser aplaudida pelas fantásticas  esculturas  com imagens eróticas , o que  demonstra o grande conhecimento que tinham  anatomia humana. Todas as imagens são perfeitamente definidas, bem como as expressões e os gestos que mostra  minuciosamente o trabalho que foi feito. 

Espetáculo de Dança, Luz e Cores

Espetáculo de Dança, Luz e Cores

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A noite, como é usual em grande numero de monumentos na Índia, acontece  o Show de Luzes, Dança e Cores, um espetáculo deslumbrante que mostra todo o esplendor do Templo do Sol e  culmina apresentando as várias formas de dança clássica indiana .

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Viajar pela Índia é descobrir a cada dia os tesouros, através dos quais podemos desvendar e conhecer,  um pouco , os mistérios da sua história.

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O OBSERVATÓRIO ASTRONOMICO DE JANTAR MANTAR – JAIPUR

Vista geral do Observatório

Vista geral do Observatório

O Maharaja Jai Singh II, o fundador da “cidade rosa”(Jaipur), foi um grande estudioso e um astrólogo ávido. Estudou filosofia, astrologia, arquitetura e religião em diversas escolas, e também foi bem versado nos conceitos universais de matemáticos como: Clements Euclides,  Ptolomeu e o Mestre de obras de Aryabhatta.  Entre 1727 e 1734  o Marajá Jai Singh II de Jaipur teve a magnífica ideia de construir  cinco observatórios astronômicos no centro-oeste da Índia.

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Os Hemisférios do Jai Praksh Yantra fixados no chão, com cerca de 4 m de diâmetro, em mármore

Os observatórios, ou “Mantars Jantar”, como são vulgarmente conhecidos, incorporam vários edifícios de forma única, cada um com uma função especializada para medição astronômica. Estas estruturas, com suas combinações de formas geométricas marcantes em grande escala, têm atraido a atenção de proeminentes arquitetos, artistas e historiadores de arte mundiais.

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Dos cinco Observatórios, o Jantar Mantar , da cidade de  Jaipur é o maior e mais bem preservado de todos, com cerca de  20  edifícios fixos e exclusivos, cada qual tem a sua função astronômica própria. O nome é derivado de Jantar (“instrumento”), e Mantar (“fórmula”, ou neste contexto “cálculo”). Portanto “Jantar Mantar” significa literalmente “instrumento de cálculo”.

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Jai Prakash Yantra

Jai Prakash Yantra

O observatório é composto por  “dispositivos” ( as construções) geométricos para medir o tempo, com precisão de segundos, prever eclipses, rastrear a localização das  estrelas “, as órbitas da Terra ao redor do Sol, verificar as declinações dos planetas, e determinar as altitudes celestes e efemérides relacionadas, entre outras. 

'Narivalaya Yantra', O Relogio do Sol

‘Narivalaya Yantra’, O Relogio do Sol

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Nosso Guia explicando como funciona o "Relógio"

Nosso Guia explicando como funciona o “Relógio”

A Nadivalaya Yantra consiste em duas placas circulares fixado de forma permanente num suporte de alvenaria de altura conveniente acima do nível do solo. As placas são orientadas paralelamente em relação ao plano equatorial e,  estilos de ferro de comprimento apropriado ,que aponta para os pólos,  são fixados no  centro. O instrumento é um relógio de sol equinocial construído em duas metades, indicando o tempo aparente solar do lugar. O “Nadivalaya” é uma ferramenta eficaz para demonstrar a passagem do sol pelo equador celeste. No equinócio invernal e equinócio de outono os raios do sol caem paralelos às duas faces opostas das placas e iluminam ambas.

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Outro ‘instrumento ” fabuloso é o ” Samrat Yantra “,  uma rampa de alvenaria de pedra em forma de triângulo retângulo com cerca de 27 metros de altura e de um arco virado para cima que atinge cerca de  13 metros.

Samrat Yantra, o maior relógio de sol do mundo

Samrat Yantra, o maior relógio de sol do mundo

Eu e o Diretor do Observatório, tendo ao fundo o maior relógio de sol do mundo

Eu e o Diretor do Observatório, tendo ao fundo o maior relógio de sol do mundo

O triângulo, alinhado com o meridiano do local, funciona como um “marcador”  e projeta a sua sombra sobre a superfície curva do arco. Esta superfície, de 3 metros de espessura, é um enorme mostrador feito em mármore polido onde foram feitas milhares de incisões correspondentes a unidades temporais. A precisão deste instrumento é tal que podemos conhecer a hora  exata através da posição do Sol com um desvio máximo de 2 segundos…

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Construído a partir de pedra local e mármore, cada instrumento (construção) traz uma escala astronômica própria, geralmente marcada no revestimento de mármore interior.

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jantar-mantar-siteConstrução que representa o Signo de Áries. São 12, desse tipo e cada uma representa um dos signos do zodiáco

A construção acima representa o Signo de Áries. São 12, desse tipo e cada uma representa um dos signos do zodíaco (vejam as fotos anteriores)

Hoje, o observatório é uma atração turística muito popular na Índia. No entanto,  astrônomos, vindos de toda a Índia,  ainda usam o local para prever o clima para os agricultores, é utilizado também pelos astrólogos fazerem “sinastria” (estudo da compatibilidade) para os noivos e  os  estudantes de astronomia e astrologia védica são obrigados a tomar algumas de suas aulas no observatório. Pode-se dizer que o observatório é a única obra mais representativa do pensamento védico que ainda sobrevive, além dos textos.

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Toda  noite, um grande espetáculo de Luzes e Som, acontece no monumento, para deslumbramento dos milhares de turistas que visitam o lugar.  Realizado tanto na língua inglesa quanto na língua local (hindi) o belíssimo show conta  a história do Jantar Mantar e do Maharaja Singh II, seu construtor que teve a ideia de mandar construir essa maravilha. 

Espetáculo de Luzes e Som

Espetáculo de Luzes e Som

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Completamente restaurado em 1901, o Jantar Mantar foi declarado monumento nacional em 1968 , é Patrimônio Mundial (UNESCO) e protegido pela Lei de Antiguidades Dos Sítios Arqueológicos do Rajhastão, de 1961, nos termos dos artigos 3 e 4.

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Visitar esse lugar é uma experiência impar de caminhar através da geometria sólida e conhecer esse  sistema coletivo astronômico projetado para sondar os céus. Projetado para a observação de posições astronômicas a olho nu, ele incorpora várias inovações arquitetônicas e instrumentais. 

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Visita Inesquecível

Visita Inesquecível

O Observatório “Jantar Mantar” de Jaipur  é o mais significativo, mais abrangente e mais bem preservado de observatórios históricos da Índia. É uma expressão das habilidades astronômicas e conceitos cosmológicos da corte de um príncipe que marcou fortemente o período Mughal.

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O observatório é a personificação monumental do encontro de necessidades que eram ao mesmo tempo, político, científico e religioso.Por todas as suas características, esse observatório único tem chamado a atenção de cientistas, artistas e arquitetos de todo o mundo e é de fato uma visita imperdível.

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A ADMIRÁVEL ATIVISTA SOCIAL INDIANA ARUNA ROY

Esse post é em homenagem  a essa fantástica mulher  que tive a honra de conhecer e ao trabalho que realiza mudando vidas e fazendo a diferença nesse país onde , apesar da modernidade, a herança cultural é ainda muito forte e o papel da mulher já vem “definido” desde seu nascimento.  Ela quebrou paradigmas  e mostrou que  o sonho é possível.

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Nas diversas vezes que  visitei a Índia , tive oportunidade de conhecer  instituições e pessoas  muito especiais e que fazem a diferença nesse país admirável , de contraste sociais gritantes mas ao mesmo tempo pleno de devoção. Pessoas simples  que sonharam ,  acreditaram no sonho e realizaram.

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Hoje vou apresentar a vocês uma dessas pessoas,  uma mulher extraordinária, chamada ARUNA ROY.

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Aruna Roy , nasceu em Chennai em maio de 1946 ,  em uma família tâmil (etnia do sul da Índia) , é a mais velha de quatro filhos  , duas irmãs e um irmão.

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Ela é uma ativista social e política indiana, fundou e dirige o Mazdoor Kisan Shakti Sangathana – MKSS (“Trabalhadores e Camponeses Força da União”) e  se tornou conhecida como líder proeminente do movimento “Write do Information” (Direito a Informação) que levou a promulgação da Lei Nacional de Direito à Informação, aprovada pelo Parlamento indiano em 2005.

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O Mazdoor Kisan Shakti Sangathan (MKSS) é uma organização fundada em  1990, com  sede em uma pequena aldeia no centro doe Rajasthan. Seu nome pode ser traduzido como “Organização para a capacitação dos trabalhadores e camponeses”, e tem um  número crescente de  “unidades” espalhadas  na Índia, conseqüência do trabalho realizado por Aruna ,  da  sua luta política, e da coragem em defender a causa  que acredita com coragem e determinação, ao longo desses anos.

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Aruna Roy and CPI leader D Raja, along with other, stage a protest against amendments to the RTI Act in New Delhi

Em meados da década de 1990, sob sua orientação, o MKSS começou uma campanha que defendia o direito do público de fiscalizar os registros oficiais, um cheque mate crucial contra governo arbitrário que governava a Índia.

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O MKSS atacou a corrupção ao nível das bases e procurou responsabilidade dos funcionários públicos em assuntos relacionados com o desembolso de fundos do governo. O MKSS liderado pro Aruna, apoiou  a eleição de Sonia Gandhi , pois assim teria  mais espaço ainda para continuar sua luta.

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Em 2004, sob a liderança de Sonia Gandhi, o Partido do Congresso venceu as eleições nacionais e formou o governo central.  Aruna foi convidada para fazer parte do Comitê Consultivo Nacional (NAC), um órgão extremamente poderoso, dirigido por Sonia Gandhi que efetivamente supervisiona o funcionamento do governo Indiano.

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Em 2005, várias organizações de mulheres lançou uma campanha que visava garantir o direito de  uma mulher receber o prêmio Nobel da paz.  Foi  elaborada uma lista de mil mulheres de 150 países, que as organizações definiram  serem nomes dignos de receberem  essa honra. Aruna era um  nome , entre estas 1000 mulheres.

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Ela serviu como um membro do Conselho Consultivo Nacional da Índia até 2006 e faz parte do NAC II . Em 2010 ela recebeu o prestigioso “Lal Bahadur Shastri “, Prêmio Nacional de Excelência em Administração Pública, Academia e Gestão.

Aruna Roy é atribuído Lal Bahadur Shastri Prêmio Nacional de Excelência em Administração Pública, Academia e Gestão

Aruna , como   membro do Conselho Consultivo Nacional e no ano de  2000, recebeu o Prêmio Ramon Magsaysay destinado a  pessoas que se destacam na “Liderança Comunitária”. Decidiu usar o dinheiro do prêmio que recebeu, de US$ 50.000,  para criar um fundo para apoiar o processo de lutas democráticas.

Dr. S P Udayakumar interpreting Aruna Roy’s speech in Tamil

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Aruna formou-se em Inglês  no Indraprastha College for Women em 1965 e entrou para a Universidade de Delhi para fazer a pós-graduação. Um de seus colegas durante a pós-graduação em Delhi,  foi Sanjit (Bunker) Roy, outro ativista de esquerda social, com quem se casou em 1970.  Antes de casarem Sanjit e Aruna estabeleceram  várias condições que regem até hoje  sua vida de casados.

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Eles concordaram em nunca ter filhos, para se dedicarem a missão que escolheram; serem  sempre  financeiramente independente um do outro; nunca impor suas crenças  um sobre o outro e serem individualmente livres para “fazer o que quisessem”.

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Terceiro Juventude Convenção Nacionalum evento de dois dias sobre Jovens e Democracia do assunto, foi inaugurada hoje no Auditório do Centro de Informação Nacional por convocações de Ekta Parishad, PV Rajgopal.

E assim aconteceu. Cada um individualmente se destacou nas “missões” que escolheram dedicar suas vidas. Assim,  “coincidentemente”, tive o privilegio  de conhecer, não apenas o  trabalho e mais do que tudo a missão do Barefoot College  (*) quanto a missão e o trabalho da ARUNA ROY.

Aruna e Bunker Roy  em um encontro no Schumaker College

Aruna e Bunker Roy em um encontro no Schumacher College, em uma das raras fotos em que aparecem juntos .

Ela é uma das pessoas mais respeitadas do pais por tudo que vem fazendo, a frente desse movimento, que teve seu inicio em uma pequena vila, no interior do Estado do Rajastão  e hoje o movimento atravessou fronteiras como exemplo a ser seguido por todos, pois  mudou  a vida de pessoas humildes e completamente desprovidas de informação e alfabetização, trazendo consciência dos seus direitos e não apenas isso, ensinando-as a também a  exigi-los.

Aruna  Roy e administradores da sede do MKSS, onde começou esse trabalho magnifico: uma pequena aldeia no Estado do Rajastão

Aruna Roy e administradores da sede do MKSS, onde começou esse trabalho magnifico: uma pequena aldeia no Estado do Rajasthan

Tive o privilegio de não apenas conhecê-la, como conviver com ela, seu marido, na casa que moravam na pequena vila de Tilonia, no Estado do Rajasthan, onde cheguei  depois de acontecerem uma série de “coincidências”.

Aruna na frente da sede do MKSS

Aruna na frente da sede do MKSS

Minha visita  a sede do MKSS

Minha visita a sede do MKSS

A primeira “coincidência” ocorreu durante o Fórum Social Mundial de Porto Alegre, onde encontrei o seu marido “Bunker Roy” , em uma palestra que assistimos juntos  e ele precisou de uma “tradutora”  e eu me ofereci. Acabada a palestra ele se apresentou,  agradeceu e me deu seu cartão  me convidando a visitar a Instituição que dirigia quando eu fosse a Índia. Outra “coincidência” ,  eu  estava de passagem comprada para dali a duas semanas fazer minha primeira viagem a Índia.

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Promessa feita, promessa cumprida. Quando cheguei a Índia, entrei em contato com ele e me foi enviado um representante da Instituição para me acompanhar. Lá chegando,  me apresentou á sua esposa Aruna Roy  e durante o tempo que passei ali, tive a oportunidade de conhecer, não apenas o  trabalho e mais do que tudo a missão do Barefoot College , como também a  missão e o trabalho da ARUNA ROY .

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Desde que nos encontramos  foi simpatia a primeira vista. Dai em diante ela se tornou minha anfitriã, passei a fazer as refeições em sua  casa   e conhecer a pessoa especial que ela é. Me falou do seu trabalho e me levou para conhecer a sede da Instituição MKSS  e  ao longo dos dias , visitamos diversos locais , no interior do Rajasthan, onde o trabalho se realizava.  A admiração e respeito que as pessoas manifestavam por essa mulher era quase “palpável” . Ela tem a aparência “franzina”, estatura mediana, mas se “agiganta” quando começa a falar  É maravilhoso observar o “poder” que emana da sua fala e contagia a todos.

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Como dizia o grande mestre Mahatma Gandhi, “Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova”.

E com certeza Aruna Roy  está fazendo  uma nova história..

Foi aqui, nessa casinha simples que tudo começou

Foi aqui, nessa casinha simples que tudo começou

Mazdoor Kisan Shakti Sangathan (MKSS) Village Devdungri,Post Barar 313341, District Rajsamand, Rajasthan

Barefoot College https://viagensculturais.wordpress.com/2010/09/02/barefoot-college-%E2%80%93-o-colegio-dos-pes-descalcos

DHRUPAD – O Canto Sagrado Hindu

A intenção de fazer esse Blog é partilhar com vocês um pouco das experiências que tive viajando pelo Oriente, especialmente Índia, Nepal, Tibet e Butão Assim, a cada “post” falo um pouco dos projetos e instituições que visitei pessoas que fazem a diferença, monumentos, templos e mestres especiais, a cultura, costumes e tudo mais que considero interessante nesses países milenares.

Sarasvati , a deusa da música, das artes…

Nesse post vou apresentar  uma arte muito antiga e hoje quase desaparecida:  a Arte Dhrupad, antiga musica vocal clássica da Índia, que estabelece  um equilíbrio harmônico entre a voz, o corpo e a mente . Apesar de uma arte clássica altamente desenvolvida com uma gramática complexa e elaborada e estética, é principalmente uma forma de culto, em que as oferendas são feitas para o divino através de som ou Nada. A tradição vocal  é baseada na prática de Nada Yoga, mas também é realizada através de  instrumentos como o Rudra Veena e o Sursringār.

Os Instrumentos

Gozava de grande popularidade até o século XVII ou início do XVIII. Hoje essa arte é passada de mestre para discípulo e são poucas as pessoas que se dispõe a aprender.  Por toda a história que ela encerra, é muito difícil de ser aprendida como também difícil para ser compreendida, admirada e ouvida.

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Um dos expoentes dessa tradição  chama- se:  Ashish Sankrityayan…...

Ele  divulga a tradição Dhrupad  em concertos públicos e privados e também ministra workshops e faz palestras em diversas Universidades e Conservatório por toda a  Europa e também na Índia .

 

Ashish Sankrityayan, em alguns dos concertos

Tive o grande e especial prazer de conhecê-lo, e a sua arte de uma forma inusitada, em Nova Délhi, no Ashram de Sri Aurobindo, onde estávamos coincidentemente hospedados. De fato, nessa vida, nada acontece por acaso. Ashish é uma daquelas pessoas que quando olhamos gostamos. A paz e suavidade que emana da sua “figura” contagia a todos.

Lembro que era dia do meu aniversário, 31 de março de 2000, e tive o privilegio de passar na Índia. Após o jantar, o grupo que estava comigo me fez uma surpresa , comprando  um bolo para comemorar . Convidaram  ,para a ocasião, a diretora do Ashram e coordenadora de todo o trabalho de Sri Aurobindo na Índia, Tara Jauar, filha adotiva de Mestre Aurobindo e “The Mother”. Na hora dos parabéns, cantado bem baixinho para não perturbar o silencio do local, aparece de repente, um homem, trajando uma túnica branca, entra do recinto onde estávamos e fica em silencio observando a celebração.

Foi quando  Tara, o chamou para fazer parte do nosso grupo, avisando que estávamos comemorando um aniversario. Partimos o bolo, distribuímos com todos, incluindo nosso convidado. Comemos em silencio e após terminar, Ashish falou que gostaria de oferecer um presente a aniversariante, em retribuição ao acolhimento que tivemos com ele . Pediu que esperássemos um pouco e rapidamente retornou com um instrumento nas mãos e convidou a todos para segui-lo até outro salão. Nos sentamos , ele também se sentou bem em minha frente. E  cantou e tocou.

Uma noite inesquecível. O concerto exclusivo para nosso grupo

Nunca tinha ouvido uma musica de tamanha beleza, suavidade e delicadeza. A voz que acompanhava os acordes emitia sons desconhecidos para nós, parecia vinda de outra dimensão. Imaginem a cena. Um salão, na penumbra, com um anjo cantando e tocando, vestido de branco. Só faltaram as asas,  rs rs rs.

Ao final desse inesperado e maravilhoso “concerto”, Tara Jauar  o apresentou  ao grupo e só então soubemos quem ele era . A essa altura estávamos todos cativados e encantados pela sua musica e por sua pessoa que tocava e falava com uma simplicidade ímpar, em um inglês perfeito. A conversa continuou, excepcionalmente, vez que os horários de recolhimento do Ashram são rígidos, com a devida aquiescência da nossa anfitriã. Um encontro inesquecível..

Ashish com seu mestre, sendo iniciado para dar continuidade a divulgação da tradição

 Dessa forma, inusitadamente, conheci um importante Mestre da tradição Dhrupad, que aprendeu de outro mestre e assim sucessivamente.Estivemos juntos  mais uma vez, quando retornei a Índia e desde então ficamos amigos. Recebo  noticias dele, da sua família, dos CD’s gravados, dos concertos que faz em vários países do mundo  divulgando, através da sua mestria,  essa tradição ancestral.

Um dia quero  convidá-lo para vir ao Brasil. Com certeza  sua musica tocará os corações das  pessoas que tem a sensibilidade para entender o significado da arte Dhrupad.

 

 http://dhrupad1234.wordpress.com/2009/06/23/dhamar-lalit-ashish-sankrityayan/

O Mosteiro de Namgyal , Dharamsala, Índia

O Mosteiro Namgyal foi fundado  no Século XVI  pelo segundo Dalai Lama, Gendun Gyatso. Desde a sua fundação, os monges Namgyal ter ajudado os Dalai Lamas em assuntos  políticos e   religiosos e  realizam  cerimônias  e rituais de oração pelo bem-estar do Tibet. O mosteiro também funciona  como um centro  de aprendizagem, contemplação e meditação dos ensinamentos  budistas.

Originalmente estava situado em Lhasa, próximo ao Palácio de Potala, residência particular dos Dalai Lamas e  desempenhou  um papel fundamental no estabelecimento religioso tibetano ao longo dos séculos.

Como resultado da invasão chinesa do Tibet em 1959, Sua Santidade o 14 º Dalai Lama e cem mil tibetanos fugiram para a Índia e Nepal. Entre os refugiados originais  tinham  55 monges do Mosteiro Namgyal. Depois que  Sua Santidade recebeu asilo na cidade indiana de Dharamsala   o  Mosteiro Namgyal foi reerguido  perto da nova residência dele.  Até hoje, quase 50 anos depois, os religiosos tibetanos e as  tradições artísticas e intelectuais estão sendo preservadas e mantidas através do esforço cooperativo do Dalai Lama e dos monges de Namgyal.

O currículo e os rigores da vida monástica foram meticulosamente mantidos  durante toda a jornada  no exílio. Os monges novatos de hoje devem primeiro passar por uma série de exames de admissão desafiadores e, se aceitos, se comprometem a realizarem muitos  anos dos tradicionais  estudos filosóficos.

Como os monges Namgyal auxiliam  Sua Santidade o Dalai Lama e  frequentemente viajam com ele, o currículo   exige também   um curso mais simplificado  do estudo sobre os elementos essenciais do sutra e do tantra.

Sua Santidade o 14 º Dalai Lama  modificou  a “grade” tradicional da escola Namgyal, incluindo um novo currículo e programa de estudo, que estão se tornando um modelo para outros mosteiros tibetanos.

O dia normal  de um monge Namgyal  é repleto de atividades:  duas horas de ritual, duas horas de artes sacras, três horas de aulas de filosofia, duas horas e meia de debate, e várias horas de meditação e estudo pessoal. Os alunos que concluírem com êxito o programa, de 13 anos de estudos, recebem o grau de Mestre em Sutra e Tantra do Mosteiro Namgyal.

Os monges também  tem que completar retiros de meditação para cada uma das principais divindades e protetores, bem como receber formação em atividades rituais. Algumas dessas atividades incluem a realização de pujas , a construção de mandalas, a performance de música sacra e dança, e outros tradicionais rituais budistas tibetanos. Essas tradições são transmitidas oralmente e de acordo com os textos.

O ciclo de retiros necessários para o estudo e a prática de rituais realizados pelo mosteiro pode levar cinco ou seis anos para ser concluído, depois do que, um monge é livre para seguir e escolher qualquer uma das práticas de  retiro pessoal que  mais se identifique.

A oportunidade de acompanhar o Dalai Lama em suas visitas ao exterior permitiu que os monges Namgyal  participassem de  inúmeras apresentações de arte sacra tibetana e dança em boa parte do mundo  divulgando a beleza e importância desses ensinamentos.

No verão de 1988, monges do Mosteiro de Namgyal criaram uma mandala de areia no Museu Americano de História Natural, em Nova York. Mais de 50.000 pessoas vieram para assistir a este processo durante a demonstração de seis semanas. Historicamente, a criação de mandalas de areia sagradas sempre foi realizada em segredo, mas o Dalai Lama tem agora permissão para o público  testemunhar esta arte sacra.

Através de seus ensinamentos,  culturais e espirituais, os monges Namgyal trouxeram a consciência da cultura e da religião do Tibet para todo o mundo.

Monte Kailash – O Caminho das Nuvens Brancas

O Monte Kailash ou Monte Kailas (tibetano: Gang Gang Tise ou Rinproche; chinês: Gangdisi Shan) é um pico impressionante nas montanhas dos Himalayas, no oeste do Tibete.

Fonte  de alguns dos maiores rios da Ásia, Kailash é uma montanha sagrada para quatro credos: hindus, budistas, jainistas e seguidores da religião tibetana indígena de Bön.

A Montanha Mágica, como é chamada,  tem cerca de  6.714 m e fica em uma das partes mais remotas e inóspitas  dos Himalayas  Tibetano. Feita de pedra negra, o pico simétrico tem uma forma semelhante ao diamante, com quatro  fachadas distintas , extremamente íngremes.

A face sul tem um corte vertical, através de suas camadas horizontais, criando a aparência de uma suástica – um antigo símbolo de boa sorte nesta parte do mundo. A Montanha nunca foi escalada porque  “ninguém pode colocar os pés sobre ela”, na crença dos milhares de devotos.

A face norte do Monte Kailash

Face sul do Monte Kailash

A paisagem ao redor da montanha é áspera e seca, mas ao mesmo tempo é atravessada por riachos cristalinos azuis e lagos.Perto da montanha sagrada está localizada a  fonte dos rios hindus Sutlej e Bramaputra e em seu lado sul  existem dois lagos de água doce, sendo um deles o altamente sagrado, para todas as crenças, o Lago Manasarowar (Mapam).

Lago Manasarovar com o monte Kailash ao fundo

O Lago sagrado Manasarovar

 Com uma altitude de cerca de 4.950  acima do nível do mar,  o lago  Mansarovar  é o maior e mais alto Lago de água doce do mundo. O outro lago, Rakshastal, também tem um significado lendário.

Segundo a mitologia hindu, Shiva, o deus da destruição e regeneração, residia  no cume de uma  lendária montanha  chamada Kailasa. Portanto, o Monte Kailash é considerado pelo hinduísmo como o paraíso, o destino final das almas e o centro espiritual do mundo.Algumas tradições dizem que a montanha representa  o lingam (uma das formas) de Shiva,  enquanto o Lago Manasarowar é a yoni ( uma das formas)  de sua consorte Parvati.

A importância desta montanha sagrada , no hinduísmo se reflete, entre outros lugares, nas famosas  Grutas de  Ellora , na Índia, onde em uma das rochas  ,no maior   e mais importante templo,  é dedicada ao Monte Kailash.Os budistas tibetanos acreditam que Kailash é a casa do Demchok Buda (também conhecido como Demchog ou Chakrasamvara), que representa a felicidade suprema. Eles também dizem que foi na montanha sagrada  que o Budismo Bön foi considerado como a religião principal do Tibete.

Face Oeste da Montanha Sagrada

Segundo a lenda, o grande mestre Milarepa,  chegou ao Tibet para desafiar Naro-Bonchung, representante do Bön. Os dois mágicos envolvidos em uma grande batalha de feiticeira, mas não tiveram, dessas batalhas,  uma vantagem decisiva.

Mestre Milarepa, que introduziu o Budismo no Tibet

Finalmente, foi acordado que quem chegasse  primeiro  no topo do Monte Kailash,  seria o vencedor. Enquanto Naro-Bonchung  subiu a encosta em um tambor de mágica, os seguidores de Milarepa ficaram chocados ao vê-lo sentado ainda e meditando.No entanto, quando Naro-Bonchung estava quase no topo, Milarepa de  repente entrou em ação e alcançou-o andando sobre os raios do sol e  assim ganhou o concurso e trouxe então  o budismo para o Tibet.

O deus Shiva

No Jainismo, Kailash é conhecido como Monte Ashtapada e é o local onde o fundador de sua fé, Rishabhadeva, alcançou a libertação do renascimento.

Peregrinos

No Bön, a religião que antecede o budismo no Tibet, acredita-se que a montanha é a morada do Sipaimen deusa do céu.

Todos os anos, milhares de pessoas fazem uma peregrinação ao Monte Kailash, seguindo uma tradição que remonta há milhares de anos. Peregrinos de várias religiões acreditam que andando em torno do  Monte Kailash irá remover pecados e trazer boa sorte. A peregrinação ao redor da montanha sagrada é chamada o Kora Kailash.

Como alternativa, os peregrinos que fazem esse caminho  e além disso banham-se  nas águas geladas do lago Mansarovar também consegueriam a salvação.

Não se pode escalar  o Monte. Kailash, todos as quatro religiões acreditam que seria um ato grave de sacrilégio  pôr o pé em suas encostas. Diz a lenda que a única pessoa a ter alcançado o cume  foi Mestre  Milarepa (que voou para o topo no século 12) e que todos os outros que se aventuraram a desafiar o tabu já morreram no processo.

Cidade de Darchen, inicio e final da caminhada

O caminho acidentado em torno do Monte Kailash é de 52 km e as altitudes variam de 4 mil pés no início para mais de 5 mil  na passagem Dolma.  A caminhada  é feita no sentido horário por budistas e hindus, mas anti-horário por seguidores das religiões Jain e Bön.

Peregrinos

Uma viagem típica dura cerca de três dias e há poucas comodidades modernas, ao longo do caminho,  tais como bancos, áreas de repouso e quiosques refresco, para ajudar os peregrinos em sua caminhada de devoção.

A caminhada (Kora) é iniciada partindo da cidade de Darchen, visitando o Mosteiro Drirapuk na primeira noite, cruzando Dolma La Pass e chegando ao Mosteiro Zutrulpuk segunda noite, e, finalmente, voltando a Darchen no terceiro dia.

Os alojamento nos mosteiros nem sempre estão disponíveis, assim  os viajantes devem levar barracas e alimentos. Para ajudar com a carga, os iaques e carregadores podem ser contratados em Darchen .

É uma jornada muito especial, com trechos muito difíceis mas  que os peregrinos que  chegam, para fazer o Kora, estão ali movidos por uma força maior . E a magia do “caminho das nuvens brancas” , se  revela a cada passo.

Kanchipuram – A Cidade dos Mil Templos

O Templo Sri Ekambaranathar  ou Templo Ekambareswarar , é  dedicado a Lord Shiva  e está  localizado em Kanchipuram no estado de Tamil Nadu ,Sul da Índia

Portal de Entrada do Complexo do templo

É  o maior templo na cidade de Kanchipuram e está localizado na parte norte da cidade. Essa cidade é conhecida como a “Cidade dos Mil Templos” , uma das mais antigas da Índia e  considerada pelo povo hindu, uma das sete cidades mais sagradas .

No hinduísmo, o Garuda Purana enumera sete cidades como fornecedores de moksha ( libertação do ciclo do renascimento e da morte).  São elas: Ayodhya , Mathura , Haridwar , Varanasi , Avantika , Dvaraka e Kanchipuram.

Ekambareswarar , é um dos cinco maiores templos de Shiva ou Bootha Pancha Sthalams, da Índia. Cada um desses templos representa um dos elementos da natureza. Este representa o elemento –  Terra . Como dizem os hindus “ ele é a “morada de Shiva na Terra .

A magnifica Torre com 59 mts de altura

Os outros quatro templos nesta categoria são:Thiruvanaikaval Jambukeswara (água); Chidambaram Natarajar (céu);Thiruvannamalai Arunachaleswara (fogo) e o quarto , Kalahasti Nathar (vento). Thiruvannamalai  o maior Templo de todos dedicado a Shiva.

Os magnificos pilares

Este enorme templo é um dos mais antigos na Índia, segundo os historiadores e  foi construído em torno de  600 AD.

As esculturas

As figuras centrais esculpidas no Templo são uma dança de Shiva , seu consorte Pavarti e na frente a cabeça de elefante do deus Ganesha.

Esculturas no pórtico, representando Parvati e seu consorte Shiva e Ganesha

O templo ocupa uma área de  cerca de 93.000 m 2  e sua enorme torre na entrada ( gopuram) , tem cerca de  59m de altura, sendo uma das mais altas gopurams na Índia.

Um característica notável do templo é o Aayiram Kaal Mandapam , ou o “corredor com mil pilares”, que foi construído pelos reis da dinastia Vijayanagar.

As paredes internas do templo são decoradas com uma variedade de mais de mil “lingams “ ( uma das formas que representa o deus Shiva.

Lingams, representação de Shiva

Kampai Tirtha, o tanque dentro do templo, é formado por um rio subterraneo, considerado sagrado pelos devotos.

O complexo do templo é composto de vários pátios internos. Em um deles tem um templo de Ganesha e uma pequena lagoa. Outro pátio contém grande quantidade de santuários menores. No pátio principal fica o sanctum sanctorum , onde está o lingam junto com a imagem de Shiva.

O Touro “Nandi” animal de Shiva

escultura de “Nandi” no telhado do Templo

Não há santuário separado para Parvati (esposa de Shiva) dentro do complexo como nos  outros templos dedicados a Lord Shiva.

Dentro do complexo  ainda existe um pequeno santuário para Vishnu chamado Thiru Nilaaththingal Thundathan , onde existe uma  árvore “ sthala-virutcham”  que dizem ter em torno de  3.500 anos de idade .

No mês de março/abril é celebrado o Panguni , o mais popular de todos os festivais do templo em Kanchipuram e milhares de devotos de toda a região vem prestar  sua homenagem a Shiva.

Sacerdote Bramin

Não é por acaso que Kanchipuram e chamada de “A Cidade dos Mil Templos”.

Fotos: Maria Helena e reprodução

O Santuário Sikhi “Gurudwara Bangla Sahib” , em Nova Delhi

O famoso santuário  Gurudwara  Bangla Sahib  é a  mais importante “casa de culto”  Sikhi em Nova Delhi.  O Sikhismo , é  uma das grandes religiões do mundo , iniciada nos séculos  16 e 17 , na  Índia .

As cúpulas douradas

Atualmente, existe  cerca de 23 milhões de sikhs no mundo, tornando o Sikhismo a quinta maior religião do mundo. Desse total, cerca de 19 milhões  vivem na Índia.

O nome “Sikhi” vem da palavra  sânscrita  “sisya”  que significa “discípulo” ou “aprendiz”. O fundador do  Sikhismo  foi o  Guru Nanak .

A Lagoa sagrada “Sarovar”

O Gurudwara Bangla Sahib  situa-se perto do Connaught Place, um grande centro comercial de Nova Delhi  e é imediatamente reconhecível pela sua deslumbrante  cúpula dourada  e mastro alto, Nishan Sahib.

Nos jardins internos do templo existe uma espécie de  lagoa  conhecida como o “Sarovar”, cuja água é considerada santa e com poderes milagrosos de cura , pelos  sikhs .

Interior do Templo

O “Gurdwara Bangla Sahib”  era originalmente um bangalô pertencente ao Raja Jai Singh , um governante indiano no século XVII, e era  conhecido como Jaisinghpura Palace, porque estava situado em Jaisingh Pura , um bairro histórico que foi demolido para abrir caminho para a Zona Comercial de Nova Delhi,  Connaught Place .

Os belissimos corredores que contornam a lagoa sagrada

O Gurdwara e sua Sarovar ( A Lagoa sagrada, dentro do templo) são  um lugar de grande reverência para os  Sikhs  e um lugar para congregação especial no aniversário de nascimento de Guru Har Krishan .

Langar Hall (Salão de almoço)

 

Preparando o alimento

Para entrar nos templos Sikh, os visitantes são convidados a cobrir o cabelo e não usar sapatos. Voluntários  dão assistência aos visitantes, oferecendo gratuitamente  lenços para serem colocados na cabeça e local para guardar os sapatos..

O Complexo do Templo é composto de uma  cozinha, um grande lago, uma escola e uma galeria de arte .

Devoção

Como acontece em  todos  Templos Sikhs,   as pessoas, independentemente de raça ou religião podem comer na cozinha do Gurdwara (Langar Hall). O alimento é oferecido a todos os visitantes e claro, aos devotos.

 

O Langar (alimentos) é preparado por gursikhs e por voluntários que se oferecem para ajudar .O aroma   proveniente da cozinha do Gurdwara , tradição dos sikhs,  abre o apetite até daqueles que estão sem fome . Cerca de oito mil  pessoas  comem diariamente no local.

O cardápio incluiu  dal-chawal (lentilha e arroz) para Sabzi-roti (vegetal e chapatis) e kheer (pudim de arroz). O salão de refeições (  Langar Hall) está sempre repleto durante todo o dia . Qualquer pessoa pode se oferecer como voluntário para  ajudar, quer seja para cuidar dos sapatos, da cozinha ou da limpeza do templo.

Um Museu também faz parte das instalações do  Gurdwara , contando  a história da religião Sikh e guardando relíquias sagradas  . A uma curta distância funciona uma  biblioteca , que  guarda nas suas centenas de prateleiras , um vasto  acervo com  dezenas de textos sagrados, sobre religião Sikh e sua história , além de muitos livros sobre o assunto.

Todo o recinto interno do  Gurudwara e também  o Refeitório (Hall Langar)  dispõe de ar condicionado.

O Santuário, é um lugar muito especial, onde reina a paz e o silencio e que recebe todos os visitantes de braços abertos, sem nenhuma discriminação de credos ou raças

 

 

O Fabuloso Túmulo de Humayun – Inspiração para o Taj Mahal

O Túmulo de Humayun é o mais antigo mausoléu mongol em Nova Delhi, capital da  Índia  e serviu de inspiração e modelo para a construção do famoso Taj Mahal.

Declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO, em 1993, o monumento foi a primeira tumba/jardim construída no subcontinente indiano e tem uma importância  arquitetônica-paisagistica inovadora  pois,  foi a primeira construção que  uniu  mausoléus a jardins e serviria de inspiração para a construção do TAJ MAHAL, um século depois.

A Entrada e os fabulosos jardins

Outro angulo dos jardins

A herança das construções no estilo Munghal, são magnificas e se espalham por todo o subcontinente. A Tumba de Humayun  além de se destacar como um marco no desenvolvimento da arquitetura Munghal , também representa o modelo  mais antigo de Tumba,  decorada  com viadutos e canais , do período  Mungal.

A cúpula, sob a qual está o sarcófago do Imperador

Vista interna da Cúpula

O edifício foi o primeiro a usar a combinação única de arenito vermelho e mármore branco, e inclui vários elementos da arquitetura indiana, como as copas pequenas, ou Chhatris em torno da cúpula central, populares na arquitetura Rajasthani  e que foram originalmente cobertas com azulejos azuis.

O sarcófago do Imperador

Humayun foi o segundo imperador mongol da Índia e o seu túmulo foi construído por ordem de Hamida Banu Begum , sua viúva  . A construção  começou em 1565, nove anos após sua morte, e foi concluída em 1572 dC, a um custo de 15 rupees do lakh (1,5 milhões) na época. Emuma área de mais de 12 mil metros quadrados.

Detalhes da Tumba

De acordo com a `Abd al-Qadir Bada’uni , um dos poucos historiadores contemporâneos a mencionar  essa construção, o arquiteto da tumba foi o  persa, Mirak Mirza Ghiyas , que foi trazido de Herat (noroeste Afeganistão ), e já tinha anteriormente  projetado  vários edifícios em Herat, Bukhara , e em outras partes da Índia.

As arcadas sobre as quais o monumento foi construido

Uma das escadas de acesso

O mausoléu, em si, fica no centro de um belíssimo e enorme jardim, com espelhos de agua  unidos por canais, em cima de uma alta plataforma, com arcadas em toda sua extensão. A entrada principal fica no lado sul, e há outra entrada, no lado oeste.

Entrada

Vista interna do duomo onde está o sarcofago

A tumba tem o formato  octogonal  irregular com quatro lados mais longos e quatro lados curtos, e encimada por uma cúpula de 42,5 m de altura,  revestida com mármore e ladeada por  pilares decorativos (Chhatris).

Detalhe do Portal de Entrada da Tumba

O interior é uma grande câmara octogonal com compartimentos abobadados e telhados interligados por galerias e corredores. O formato  octogonal é repetido também no segundo andar.

Detalhes do espetacular trabalho de esculpir o mármore como se fosse “renda”… característica da arquitetura Mhungal

A estrutura da construção  é de pedra revestida de arenito vermelho  com detalhes em mármore  branco e preto  . O túmulo e suas estruturas adjacentes estão substancialmente no seu estado original, e as intervenções no presente século têm sido mínimas para não afetar a originalidade da obra.

O Imperador Humayun

O Imperador Humayun viajou muito através do mundo islâmico, principalmente para a  Pérsia e  Ásia central e,  dessas viagens,  trouxe as  ideias para serem aplicadas  pelos arquitetos em seu reino, incluindo a construção do seu túmulo.

O túmulo sempre foi respeitado, ao longo de toda a sua história e assim conseguiu manter a sua forma original intacta. Foram feitas apenas, ao longo dos anos,  intervenções para preservação da obra.

O espelho d”agua que parece desaparecer sob o monumento

Dentro do complexo da Tumba, uma das características mais notáveis ​​são as praças ajardinadas (Chaharbagh) com canais de água que  parecem  desaparecer sob a estrutura do  túmulo e reaparecem  no outro lado em linha reta, o que sugere a inspiração no verso do Alcorão, que fala de rios que correm sob o “Jardim do Paraíso”.

Sarcófagos da esposa e familiares do Imperador

Câmara central da tumba e o sarcófago do Imperador

O complexo  engloba a tumba principal do Imperador Humayun, e dezenas de outros túmulos, como o da  sua esposa, Hamida Begum, e também Shikoh Dara , filho do Imperador  Shah Jahan (construtor do Taj Mahal), bem como numerosos outros Mughals subseqüentes, incluindo o imperador Shah Jahandar , Farrukhsiyar , Rafi Ul-Darjat , Rafi Ud-Daulat e Alamgir II .

Portão de Entrada

O Tumulo de Hanayun criou um precedente importante para a futura arquitetura  Mhungal , para os mausoléus reais, que atingiu o seu apogeu com o Taj Mahal, em Agra.